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Família contesta suposto dom mediúnico de Maira Rocha após denúncias de fraudes

Família contesta suposto dom mediúnico de Maira Rocha após denúncias de fraudes

A trajetória da médium Maira Rocha, gestora da Casa de Caridade Inácio Daniel, em Águas Claras (DF), enfrenta um escrutínio público severo após familiares desmentirem a origem de suas supostas habilidades espirituais. Em declarações recentes, parentes afirmaram que a mediunidade alegada pela líder espírita nunca foi observada durante sua infância, contradizendo as narrativas que ela própria dissemina em suas redes sociais.

Márcia Rocha, prima da médium, afirmou em entrevista ao programa Fantástico, da TV Globo, que a história de Maira não condiz com a realidade vivida pela família em Jati, no interior do Ceará. Segundo Márcia, em uma cidade de aproximadamente 8 mil habitantes, um fenômeno mediúnico de tal proporção não passaria despercebido pelos moradores ou pelos parentes próximos, classificando as alegações como uma novidade desconhecida pelo círculo familiar.

Contradições sobre a origem do apelido e relatos de infância

Além da contestação sobre o dom, a família também desmentiu a origem do apelido “Lê”, utilizado pela médium. Enquanto Maira Rocha sustenta que a alcunha teria sido atribuída por um espírito que a ensinou a ler, a prima esclarece que o termo é apenas uma abreviação do nome de registro da espírita, Maira Alexandrina. A reportagem tentou contato com a médium por meio de suas redes sociais e telefone, mas não obteve retorno até o momento.

Comercialização de itens e suspeitas de manipulação

A investigação sobre as atividades de Maira Rocha aponta para um esquema lucrativo envolvendo a venda de objetos pessoais. A médium chegou a arrecadar R$ 57 mil com um único vestido leiloado, sob o argumento de que a peça estaria “ungida” por ter sido usada durante sessões de psicografia. Outro item, um amuleto, foi negociado por R$ 11 mil, com a promessa de que o objeto absorvia energias negativas e atraía proteção espiritual.

Psicografias sob suspeita de plágio digital

O serviço de cartas psicografadas oferecido pela Casa de Caridade Inácio Daniel tem sido alvo de denúncias por parte de ex-frequentadores. Relatos indicam que o conteúdo das mensagens enviadas a famílias enlutadas apresenta erros factuais e trechos idênticos a postagens públicas em redes sociais como Facebook e Instagram. A prática, segundo especialistas, sugere uma coleta deliberada de informações pessoais para simular uma conexão com o plano espiritual.

Um caso emblemático envolveu a família de Gabriela*, que recebeu uma carta contendo frases copiadas de um comentário feito na rede social da falecida. A mensagem, além de conter imprecisões sobre a árvore genealógica da família, omitiu nomes de netos e incluiu referências a pessoas que não possuíam vínculo com a homenageada. A investigação detalhada sobre o caso pode ser acompanhada em reportagens do Metrópoles.

Fonte: metropoles.com


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