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MP junto ao TCU pede providências sobre doações do Banco Master em campanhas eleitorais

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Entidade aciona conselho da OAB para pedir fim do sigilo do caso Master
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O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) solicitou ao ministro Jhonatan de Jesus que tome providências para investigar possíveis doações do Banco Master em campanhas eleitorais. O pedido foi feito pelo subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado na sexta-feira, 30, no contexto de um processo que envolve a instituição financeira, sob a relatoria de Jesus.

Em novembro de 2025, o Banco Central (BC) decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, citando uma grave crise de liquidez e um comprometimento significativo da situação econômico-financeira da instituição. O caso foi incluído na pauta do Tribunal de Contas da União em dezembro, quando o ministro Jhonatan de Jesus deu um prazo de 72 horas para que o BC justificasse o que ele classificou como uma "medida extrema".

Desde então, o processo permanece em análise no TCU, que fiscaliza a legalidade da liquidação, sem perspectivas de reversão da decisão do BC. Essa movimentação gerou críticas à atuação do Tribunal, com questionamentos sobre os limites de sua jurisdição.

No ofício enviado na sexta-feira, o MPTCU questionou se o TCU deveria examinar as doações em campanhas eleitorais feitas pelo Banco Master. Lucas Furtado argumentou que essa análise poderia aumentar a transparência sobre o financiamento das campanhas e contribuir para um entendimento mais profundo do escândalo relacionado ao Banco Master e seus diversos envolvidos.

O subprocurador-geral também reconheceu que a Corte de Contas pode considerar que essa nova linha de fiscalização é de competência da Justiça Eleitoral. Caso essa seja a conclusão, o ofício solicita que o Ministério Público Eleitoral seja acionado para adotar as medidas necessárias.

Furtado enfatizou que, ao direcionar a questão para a instância apropriada, será possível avançar na apuração dos fatos e na responsabilização por eventuais irregularidades. Ele reiterou que o caso exige atenção especial e uma atuação firme do TCU, não apenas para investigar as operações de aquisição de carteiras de crédito pelo BRB, mas também para examinar os desdobramentos que envolvem autoridades públicas e instituições federais.

A realização de diligências no Banco Central foi acordada em uma reunião, neste mês, entre diretores e o presidente do BC, Gabriel Galípolo, o presidente do TCU, Vital do Rêgo, e o ministro Jhonatan de Jesus. A inspeção de documentos sobre a liquidação do Banco Master faz parte do trâmite instrutório conduzido pela área técnica e, em tese, não requer a aprovação do plenário. O caso será submetido ao plenário, com o voto do relator, após esse encaminhamento.


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