Durante uma agenda oficial na Espanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado (18) que, apesar das condenações relacionadas aos atos de 2022, o extremismo político no Brasil permanece ativo e deve voltar a disputar eleições. A declaração foi feita durante a 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum em Defesa da Democracia, onde Lula abordou a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de militares investigados nos eventos de janeiro do ano passado.
Lula destacou que, embora o extremismo tenha sofrido derrotas, ele ainda está presente. "Nós acabamos de derrotar o extremismo. Nós temos um ex-presidente preso, condenado a 27 anos de cadeia. Nós temos quatro generais de quatro estrelas presos porque tentaram dar um golpe. Mas o extremismo não acabou. Ele continua vivo e vai disputar a eleição outra vez", afirmou. Com Bolsonaro inelegível e preso, o cenário eleitoral deste ano inclui nomes da oposição, como o senador Flávio Bolsonaro.
No mesmo evento, Lula defendeu o multilateralismo e criticou a Organização das Nações Unidas e o Conselho de Segurança, que é composto por China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia. Ele argumentou que o grupo deveria ser ampliado, ressaltando a importância da ONU como um instrumento valioso, desde que funcione adequadamente. "Ela precisa funcionar para garantir que, por exemplo, as plataformas sejam reguladas no mundo inteiro, para todo mundo", disse.
O presidente também se manifestou sobre a interferência de líderes estrangeiros em processos eleitorais, questionando a soberania eleitoral e territorial. "Não pode um presidente da República de um outro país interferir na eleição de outro, pedir voto para outro. Cadê a soberania eleitoral, cadê a soberania territorial?", declarou. Levantamentos recentes de intenção de voto indicam um cenário competitivo para a eleição presidencial de outubro, com uma pesquisa do Datafolha mostrando Lula com 39% das intenções de voto no primeiro turno e Flávio Bolsonaro com 35%. Em um eventual segundo turno, os dois aparecem tecnicamente empatados dentro da margem de erro.
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