O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) alertou que a diminuição do financiamento internacional pode levar a um novo aumento da epidemia de HIV, mesmo com os avanços observados nos últimos anos. O alerta foi feito durante a abertura da Conferência Internacional de AIDS 2026, que ocorre no Rio de Janeiro.
O relatório apresenta dados alarmantes, como 1,2 milhão de novas infecções por HIV e 570 mil mortes relacionadas à AIDS. Além disso, 22% das pessoas vivendo com HIV não recebem tratamento, e quase metade das crianças afetadas pela doença não tem acesso à terapia antirretroviral.
Embora o documento mencione progressos na prevenção, como a introdução de medicamentos injetáveis de longa duração, ele ressalta que o acesso a essas novas tecnologias ainda é restrito. O Brasil foi destacado como um dos países que ampliaram o uso da profilaxia contra o HIV, com um aumento de 41% no número de usuários. No entanto, o UNAIDS aponta que o país enfrenta desafios para obter versões mais acessíveis do medicamento lenacapavir.
Outro aspecto preocupante é a redução de 18% nos recursos internacionais destinados ao combate ao HIV entre 2024 e 2025, o que representa o menor nível de financiamento em quase duas décadas. A diretora-executiva do UNAIDS, Winnie Byanyima, afirmou que o fim da epidemia ainda é viável, desde que os países voltem a investir em prevenção, tratamento e no combate à discriminação.
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