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Polícia Civil deflagra operação contra esquema de duplicatas falsas em Salvador

Polícia Civil deflagra operação contra esquema de duplicatas falsas em Salvador

A Polícia Civil da Bahia deflagrou, na manhã desta terça-feira (15), a Operação Sem Lastro em Salvador. A ação tem como objetivo desarticular um grupo criminoso especializado em fraudes financeiras, que operava por meio da emissão e negociação de duplicatas falsas. Os títulos simulavam dívidas inexistentes de empresas que, na prática, jamais realizaram as transações comerciais descritas nos documentos.

Mecanismo da fraude e impacto financeiro

As investigações conduzidas pelo Departamento de Polícia Metropolitana (DEPOM) revelaram um esquema sofisticado de engenharia financeira. Os suspeitos criavam duplicatas que eram negociadas com fundos de investimento, os quais acreditavam estar adquirindo ativos lastreados em operações reais. O volume de títulos fraudulentos colocados em circulação supera a marca de R$ 32 milhões.

O prejuízo financeiro já confirmado pelas autoridades ultrapassa os R$ 15 milhões. Para conferir credibilidade ao esquema e evitar suspeitas imediatas, os investigados utilizavam recursos próprios para quitar parte das duplicatas, permitindo a renovação dos títulos e a obtenção contínua de novos valores junto aos investidores.

Alcance da investigação e empresas envolvidas

O levantamento policial identificou mais de mil duplicatas falsas em circulação. O esquema envolvia mais de 200 empresas, que figuravam nos documentos como supostas responsáveis pelos pagamentos, embora não tivessem qualquer vínculo com as operações comerciais indicadas. A complexidade da fraude exigiu um trabalho minucioso de rastreamento de dados financeiros.

Medidas judiciais e bloqueio de bens

Como parte da estratégia para desmantelar a organização, a Justiça autorizou o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão. Além disso, foram determinadas medidas de indisponibilidade de bens móveis e imóveis dos investigados, avaliados em até R$ 15 milhões. O bloqueio patrimonial visa impedir a ocultação de valores e garantir recursos para o futuro ressarcimento das vítimas.

A operação segue em andamento, com a análise de documentos apreendidos para identificar outros possíveis envolvidos. Informações adicionais sobre o caso podem ser acompanhadas através dos canais oficiais da Polícia Civil da Bahia.

Fonte: bahianoticias.com.br


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