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Paraíba enfrenta crise hídrica com quatro açudes secos e 18 em nível crítico

Paraíba enfrenta crise hídrica com quatro açudes secos e 18 em nível crítico

A Paraíba atravessa um cenário de preocupação com o armazenamento de água em seus reservatórios. Levantamento recente realizado com base em dados da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa-PB) revela que quatro açudes do estado estão completamente secos, enquanto outros 18 operam em situação crítica, com volumes inferiores a 10% de sua capacidade total.

O monitoramento constante da Aesa-PB é fundamental para a gestão dos recursos hídricos, especialmente em regiões onde a irregularidade das chuvas impacta diretamente o abastecimento. A classificação de risco é definida pelo volume de água armazenado, variando entre situações de normalidade até o estado crítico, que exige atenção imediata das autoridades competentes.

Reservatórios em nível zero e colapso hídrico

A situação mais grave é observada em quatro municípios paraibanos, onde os reservatórios atingiram a marca de 0,00% de sua capacidade de armazenamento. Os açudes classificados como secos são Caraibeiras, localizado em Picuí; Prata II, no município de Prata; Sabonete, em Teixeira; e São Mamede, na cidade de mesmo nome.

Esses locais representam o ponto de maior vulnerabilidade no sistema de monitoramento estadual. A ausência total de reserva hídrica nessas bacias impõe desafios logísticos e sociais significativos para as comunidades que dependem diretamente desses pontos para o consumo e atividades produtivas.

Monitoramento e classificação de risco na Paraíba

Além dos reservatórios exauridos, a Aesa-PB categoriza os demais açudes conforme o percentual de água disponível. O grupo em situação crítica, que compreende reservatórios com menos de 10% de volume, apresenta variações preocupantes. O açude Bastiana, em Teixeira, registra o menor índice, com apenas 0,04% de sua capacidade, enquanto o reservatório Serrote, em Monteiro, mantém 9,61%.

A agência utiliza critérios técnicos para classificar o estado de cada barragem, segmentando-as em categorias como “sangrando” (quando atingem 100% ou mais), favorável, normal, observação, atenção e crítica. Este acompanhamento permite que o governo estadual planeje ações de contingência e distribuição de água para as áreas mais afetadas pela escassez.

Contexto da gestão de recursos hídricos

A gestão da água no estado é um desafio contínuo, influenciado por fatores climáticos e pela infraestrutura de armazenamento disponível. Enquanto algumas regiões enfrentam o esvaziamento de seus reservatórios, outras áreas do estado mantêm níveis favoráveis, o que demonstra a heterogeneidade da distribuição hídrica na Paraíba.

Para acompanhar as atualizações diárias sobre a situação dos reservatórios e os dados técnicos detalhados, a população pode consultar o portal oficial da Aesa-PB. A transparência nos dados é essencial para que a sociedade compreenda a real dimensão da disponibilidade de água em cada bacia hidrográfica do estado.

Fonte: g1.globo.com


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