A corrida eleitoral de 2026 apresenta um cenário de acirramento e mudanças nas percepções do eleitorado brasileiro. Dados da primeira pesquisa BTG/Nexus realizada neste segundo turno indicam que a rejeição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva atingiu 51%, um crescimento de três pontos percentuais em comparação ao período anterior ao primeiro turno das eleições.
Em contrapartida, o candidato Flávio Bolsonaro registrou uma trajetória distinta no mesmo intervalo. A rejeição ao nome do PL recuou quatro pontos percentuais, situando-se agora em 47%. O levantamento, que busca medir o pulso do eleitorado nacional, destaca a polarização entre os dois nomes que disputam o comando do Palácio do Planalto.
Divergências no perfil de rejeição e potencial de voto
A análise estratificada do eleitorado revela que a resistência aos candidatos possui recortes de gênero distintos. O presidente Lula enfrenta maior dificuldade entre o público masculino, onde 61% dos entrevistados afirmam que não votariam nele sob nenhuma hipótese. Por outro lado, Flávio Bolsonaro encontra sua maior barreira entre as mulheres, com 56% de rejeição neste segmento.
Quanto ao potencial de voto, os números refletem a divisão do país. Entre o eleitorado feminino, 51% declaram que o petista é a única opção de voto, enquanto Flávio Bolsonaro consolida 53% de potencial de voto entre os homens. A disputa, portanto, permanece concentrada na conquista de nichos específicos que ainda demonstram indecisão ou possibilidade de migração de voto.
Avaliação do governo e desempenho pessoal
Além da rejeição eleitoral, o levantamento aponta desafios para a atual gestão federal. A desaprovação ao governo do presidente Lula alcançou 45%, superando os 34% de aprovação registrados na pesquisa. O cenário é acompanhado por uma avaliação negativa sobre o desempenho pessoal do chefe do Executivo, com 50% dos entrevistados desaprovando seu trabalho, enquanto 45% o aprovam.
A pesquisa, contratada pelo Banco BTG Pactual, foi realizada entre os dias 10 e 12 de outubro de 2026, utilizando entrevistas por telefone. Com uma amostra de 2.002 eleitores, o estudo possui margem de erro de dois pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%, estando devidamente registrado no TSE sob o protocolo BR-07997/2026.
Fonte: bahianoticias.com.br
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