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Barril de petróleo ultrapassa US$ 100 com tensão militar entre EUA e Irã no Estreito de Ormuz

Barril de petróleo ultrapassa US$ 100 com tensão militar entre EUA e Irã no Estreito de Ormuz

O mercado global de energia reagiu com volatilidade nesta quarta-feira (9), com o preço do petróleo superando a marca de US$ 100 por barril. A valorização ocorre em um momento de acirramento das tensões militares entre Estados Unidos e Irã no Estreito de Ormuz, uma das rotas comerciais mais estratégicas para o escoamento da commodity no mundo.

Impacto da instabilidade no Estreito de Ormuz

O barril do tipo Brent, referência internacional, encerrou o pregão cotado a US$ 101,21, registrando uma alta de 3,36%. Este patamar representa o maior nível de preço desde 23 de julho. Durante a sessão, a cotação chegou a atingir o pico de US$ 101,58. Paralelamente, o WTI, referência utilizada no mercado americano, também acompanhou a tendência de alta e avançou para US$ 95,78.

A disparada dos preços é reflexo direto de uma série de ataques recíprocos entre as duas nações. Informações oficiais indicam que o Irã teria atingido dez navios na região, enquanto os Estados Unidos responderam com o afundamento de cinco petroleiros iranianos. Trata-se da maior ofensiva contra o transporte marítimo desde o início do conflito, que completou seis meses.

Histórico recente e volatilidade das cotações

Desde o início das hostilidades, em 28 de fevereiro, o mercado tem oscilado conforme a intensidade dos embates. No dia 30 de abril, o Brent atingiu a marca de US$ 126,41, mantendo-se, contudo, abaixo dos US$ 100 durante a maior parte do período recente. O otimismo de investidores chegou a crescer com a possibilidade de um acordo temporário entre as partes, que, embora tenha reduzido a tensão momentaneamente, não consolidou uma paz definitiva.

Riscos ao fornecimento global de energia

Analistas do setor alertam que a nova onda de ataques reacendeu o temor de interrupções severas no fornecimento de petróleo proveniente do Oriente Médio. Ole Hansen, estrategista do Saxo Bank, destacou que o comportamento do Brent reflete a necessidade urgente do mercado em recalibrar suas expectativas sobre a duração da crise e o impacto na oferta global.

A preocupação se estende à logística de transporte. O economista Hamad Hussain, da Capital Economics, ressaltou que os ataques a petroleiros podem paralisar as transferências de carga no Golfo de Omã, um ponto vital para a logística de exportação mundial. A restrição na capacidade de refino global agrava o cenário, transferindo o aumento dos custos diretamente para o consumidor final, que já enfrenta preços elevados na gasolina e no diesel.

Projeções da Administração de Informação de Energia

A Administração de Informação de Energia dos EUA (EIA) revisou recentemente suas projeções para o valor da commodity. O órgão estima que o Brent alcance uma média de US$ 91 por barril em 2026, enquanto o WTI deve girar em torno de US$ 84,65. Essas estimativas representam uma alta de cerca de 5% em relação às projeções anteriores, embora o relatório não contemple o impacto total da última escalada de hostilidades.

Fonte: gazetabrasil.com.br


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