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Pílula para tratar ronco tem eficácia parcial comprovada em novo teste; aprovação é esperada para 2027

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Pílula para tratar ronco tem eficácia parcial comprovada em novo teste; aprovação é esperada para 2027

Um novo teste clínico do AD109, divulgado nesta segunda-feira, mostrou a eficácia parcial do primeiro medicamento oral desenvolvido para tratar a apneia do sono, um transtorno associado ao ronco. Com essa primeira evidência de eficácia, a aprovação para comercialização pode ocorrer em 2027, conforme informações dos pesquisadores envolvidos no estudo.

O ensaio clínico incluiu 646 participantes que foram acompanhados por um período de seis meses. A pesquisa foi conduzida por cientistas da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, em parceria com a Apnimed, a empresa responsável pelo desenvolvimento do medicamento.

Os cientistas afirmaram que o estudo demonstrou melhorias significativas na obstrução das vias aéreas e na oxigenação de participantes com apneia obstrutiva do sono, variando de leve a grave. Eles destacaram que, considerando as limitações das terapias atualmente disponíveis, o AD109 pode atender a uma grande necessidade médica, oferecendo um tratamento farmacológico que visa a disfunção neuromuscular relacionada à patogênese da apneia.

De acordo com informações do jornal O GLOBO, o AD109 resultou em uma redução das interrupções respiratórias, principal sintoma da doença, em 44% dos voluntários, em comparação a 17% no grupo que recebeu placebo. Essa diferença foi superior à observada em um estudo anterior, que apresentava uma eficácia de 53% contra 6% do placebo.

Entretanto, a adesão ao tratamento apresentou desafios, com um quinto dos pacientes não conseguindo tolerar o medicamento. Os principais efeitos adversos relatados incluíram enjoo, insônia e dificuldade para urinar, embora não tenham sido registrados efeitos colaterais graves. Entre os pacientes que continuaram o tratamento, a taxa de remissão total da doença alcançou 22%.

Após a divulgação dos resultados, a Apnimed solicitou o registro do AD109 junto à FDA, o órgão regulador de medicamentos nos Estados Unidos.


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