A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou uma operação na tarde desta segunda-feira (14) que resultou na prisão em flagrante de uma mulher suspeita de gerenciar um esquema de exploração sexual na Asa Norte, em Brasília. O estabelecimento, localizado no subsolo de um prédio na SCLN 410, operava sob a fachada de uma clínica de massoterapia e bem-estar, mas servia como ponto para a prática de prostituição.
A ação foi conduzida pela 2ª Delegacia de Polícia, que vinha monitorando as atividades do local após receber denúncias sobre a natureza real dos serviços oferecidos. A investigação revelou um sistema organizado para atrair clientes, mantendo dois sites distintos na internet: um com aparência institucional e outro com anúncios explícitos que utilizavam fotografias de mulheres e promessas de serviços sexuais.
Investigação revela esquema de exploração sexual
Durante as diligências, os agentes da 2ª DP constataram que a administração da casa era centralizada na suspeita detida, que figurava como titular dos domínios digitais e responsável pela pessoa jurídica do imóvel. A estrutura contava com uma equipe de mais de 20 atendentes e utilizava chaves Pix vinculadas ao CNPJ da empresa para processar os pagamentos dos clientes.
O esquema era desenhado para manter a discrição perante a vizinhança. O acesso ao local seguia um protocolo rígido: durante o horário comercial, a entrada ocorria por uma escada lateral, enquanto após as 18h e aos finais de semana, o ingresso era feito exclusivamente pelos fundos do edifício, mediante acionamento de interfone.
Fraude financeira e modus operandi do estabelecimento
O modelo de cobrança adotado pelo bordel evidenciava a tentativa de ocultar a atividade ilícita. Segundo apuração do portal Metrópoles, o valor cobrado por cada atendimento era dividido em duas categorias no comprovante fiscal: a maior parte era lançada como “terapia”, enquanto o restante era classificado como um “aditivo especial”, termo utilizado para disfarçar o pagamento pelo ato sexual.
No momento da abordagem policial, diversos itens foram apreendidos para subsidiar a continuidade do inquérito, incluindo aparelhos celulares, máquinas de cartão, cadernos de anotações e documentos contábeis. O material passará por perícia técnica para que a PCDF possa mapear a movimentação financeira completa e identificar possíveis cúmplices ou outros envolvidos na rede de exploração.
Fonte: bnews.com.br
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