A Polícia Federal rejeitou, nesta quarta-feira (20), a proposta de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro. A decisão foi comunicada aos advogados do banqueiro e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que é o relator do caso Master.
A proposta estava sendo negociada pela defesa de Vorcaro em conjunto com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR). Após a recusa da PF, a proposta ainda poderá ser analisada de forma individual pela Procuradoria. Investigadores afirmam que o material apresentado pela defesa não trouxe informações significativas além do que já havia sido apurado pela PF, sugerindo que Vorcaro estaria agindo para proteger pessoas próximas a ele.
No contexto da Operação Compliance Zero, a Polícia Federal apreendeu mais de oito celulares de Daniel Vorcaro. A perícia de parte desses dispositivos já revelou informações relevantes sobre um esquema de fraudes financeiras, que envolve corrupção, organização criminosa e o uso de uma milícia privada para atacar adversários e acessar dados sigilosos.
Em relação à detenção de Vorcaro, ele foi transferido, nesta terça-feira (19), para uma cela comum na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, após um pedido da PF. Anteriormente, ele estava em uma sala com características de "sala de Estado-maior", que também foi utilizada para a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro entre novembro de 2022 e janeiro deste ano. Na nova cela, o acusado estará sujeito às regras internas da PF, incluindo as normas para receber visitas de advogados.
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