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Polícia Civil apura denúncia de lista misógina contra estudantes da Udesc em Balneário Camboriú

Polícia Civil apura denúncia de lista misógina contra estudantes da Udesc em Balneário Camboriú

A Polícia Civil de Santa Catarina iniciou uma investigação rigorosa para apurar a existência de uma suposta lista que classifica estudantes da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) com termos de cunho sexual. O caso, que gerou indignação na comunidade acadêmica, teria ocorrido no Centro de Educação Superior da Foz do Itajaí (CESFI), localizado em Balneário Camboriú.

Conforme apurações iniciais divulgadas pelo portal UOL, a denúncia aponta para uma conduta grave envolvendo a exposição indevida de alunas. A situação veio a público após relatos levados à rádio Guararema News, detalhando um esquema de assédio que ultrapassa os limites do ambiente universitário.

Dinâmica do assédio e uso de tecnologia

Segundo os relatos, um grupo de estudantes do sexo masculino seria o responsável pela criação da lista. O material teria sido elaborado a partir de fotografias das jovens capturadas durante o período de aulas, sem qualquer autorização ou conhecimento das vítimas.

A denúncia indica ainda um agravante tecnológico: as imagens teriam sido manipuladas com o auxílio de ferramentas de inteligência artificial. O objetivo seria a criação de fotos falsas das estudantes em trajes de banho, expondo-as de forma vexatória e criminosa dentro de um ranking que as classificava com base em termos que faziam alusão à possibilidade de estupro.

Medidas legais e posicionamento institucional

Diante da gravidade dos fatos, pelo menos uma das vítimas formalizou um boletim de ocorrência junto à Polícia Civil, que agora conduz as diligências necessárias para identificar os autores e a extensão do material produzido. A investigação busca determinar a autoria das capturas de tela e a disseminação das imagens manipuladas.

Paralelamente à esfera policial, o caso também foi levado à reitoria da Udesc. As estudantes exigem uma apuração interna célere e a aplicação de medidas disciplinares rigorosas contra os envolvidos, reforçando a necessidade de um ambiente acadêmico que garanta a segurança e o respeito à integridade física e moral de todas as alunas.

Fonte: bnews.com.br


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