Investigadores da Polícia Federal identificaram que um caminhoneiro investigado pelos atos de 8 de Janeiro, que rompeu o equipamento de monitoramento e deixou o país, atuou na Argentina como fiscal do Partido Liberal durante o pleito brasileiro.
De acordo com os relatórios produzidos pelas autoridades competentes, o suspeito foi avistado exercendo funções de fiscalização no território estrangeiro, gerando novos desdobramentos nas investigações conduzidas pelo Supremo Tribunal Federal.
Atuação na embaixada e credenciamento oficial
Conforme apurado pelos agentes federais, Claudiomiro da Rosa Soares recebeu credenciamento para fiscalizar a votação nas seções eleitorais instaladas na representação diplomática brasileira localizada na capital argentina. A presença do investigado ocorreu durante o primeiro turno da votação destinada aos eleitores que residem no exterior.
O documento oficial contendo estas informações foi encaminhado diretamente ao ministro relator dos processos relacionados aos ataques às sedes dos Três Poderes logo após a conclusão da primeira etapa do pleito eleitoral.
Fuga e rompimento de monitoramento eletrônico
O caminhoneiro encontrava-se com o status de foragido da justiça após violar as restrições impostas pela corte suprema. O equipamento de rastreamento parou de emitir sinais de localização, indicando que o investigado burlou as regras cautelares e deixou o território nacional.
Anteriormente, o acusado havia sido detido em flagrante durante a invasão aos edifícios públicos, mas obteve liberdade provisória mediante o cumprimento de medidas cautelares, incluindo o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica.
Acusações formais e antecedentes judiciais
A Procuradoria-Geral da República apresentou denúncia formal atribuindo múltiplos crimes graves ao investigado, incluindo tentativa de alteração violenta do regime democrático e destruição de patrimônio histórico e público.
Em depoimentos prestados às autoridades policiais logo após os eventos na capital federal, o réu negou envolvimento direto na depredação de instalações oficiais, alegando motivações distintas para sua presença no interior dos prédios invadidos.
Fonte: metropoles.com
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