A vereadora Marta Rodrigues (PT) expressou sua indignação nesta segunda-feira (3) ao criticar o suposto uso de inteligência artificial na elaboração do plano de governo de ACM Neto (União Brasil). A declaração surge após a divulgação de uma perícia que sugere que o documento pode ter sido produzido ou reescrito com o auxílio de ferramentas de IA.
Crítica ao desrespeito com a população
Rodrigues afirmou que é um desrespeito aos baianos apresentar um programa de governo que não foi construído a partir do diálogo com a população. Segundo a vereadora, essa prática reforça um modelo político que prioriza a construção de imagem em detrimento da escuta ativa da sociedade.
Resultados da perícia e suas implicações
A crítica de Marta Rodrigues se baseia em um levantamento divulgado pela coluna da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, que indicou uma probabilidade de 57% de que as 214 páginas do plano de governo tenham origem sintética. Este dado levanta questionamentos sobre a autenticidade e a responsabilidade do conteúdo apresentado.
Compromisso ético e democrático
A vereadora enfatizou que um programa de governo deve ser um compromisso ético e democrático, nascendo da escuta e da participação popular. “Quando se troca a escuta pela inteligência artificial, deixa de existir um compromisso com o povo e passa a existir uma peça de marketing”, afirmou Rodrigues.
A importância da escuta ativa
Rodrigues ressaltou que quem deseja governar deve primeiro ouvir a população. É nos territórios, através do diálogo com as pessoas, que se identificam os problemas e se constroem soluções efetivas para promover o desenvolvimento social.
Fonte: politicaaovivo.com
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