A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (10), uma operação de busca e apreensão focada na apuração de irregularidades no financiamento do filme Dark Horse. A produção cinematográfica, que narra a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, tornou-se alvo de escrutínio das autoridades após suspeitas sobre a origem dos recursos utilizados no projeto.
Alvos da operação e desdobramentos judiciais
Entre os alvos da ação estão o deputado federal Mário Frias (PL-SP) e a produtora do longa-metragem, Karina Gama. No total, a operação cumpre mandados contra 20 pessoas envolvidas na cadeia de produção e financiamento da obra. O caso tramita sob a relatoria do ministro Flávio Dino, no Supremo Tribunal Federal (STF).
Origem da investigação e conexões financeiras
A investigação teve início no âmbito da Polícia Civil de São Paulo antes de ser remetida às instâncias superiores. O foco principal recai sobre supostos repasses financeiros que teriam sido articulados por figuras políticas próximas ao ex-presidente. Informações apuradas pelo g1 indicam que o esquema envolve movimentações complexas de recursos.
Acordos de delação e repasses milionários
O avanço das diligências ocorre após o ministro André Mendonça, do STF, homologar a delação premiada de Antonio Carlos Freixo Junior, conhecido como Mineiro. Ele é proprietário da empresa Entre Investimentos, apontada como responsável por realizar repasses para o filme sob ordens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
Contexto das denúncias de captação de recursos
Relatos anteriores apontaram que o senador Flávio Bolsonaro teria solicitado aportes financeiros a Daniel Vorcaro para viabilizar a produção. Segundo dados divulgados, teriam sido destinados pelo menos R$ 61 milhões em 2025 para um fundo financeiro sediado nos Estados Unidos, supostamente gerido por um advogado com ligações com o ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
Fonte: bahianoticias.com.br
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