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Renan Santos aponta manobra eleitoral em medidas de Lula sobre bets e Bolsa Família

Renan Santos aponta manobra eleitoral em medidas de Lula sobre bets e Bolsa Família

O candidato à Presidência da República pelo partido Missão, Renan Santos, classificou como uma manobra de distração as recentes ações do governo federal na reta final da campanha eleitoral. Em visita a Salvador, na Bahia, neste domingo (27), o presidenciável afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) utiliza o endurecimento contra as apostas esportivas e a ampliação do Bolsa Família como uma “cortina de fumaça” para desviar a atenção do eleitorado de outros temas centrais do debate político.

Críticas à condução do mercado de apostas

Durante ato realizado em frente à reitoria da Universidade Federal da Bahia (UFBA), no bairro do Canela, Renan Santos concedeu entrevista ao portal BNews. O candidato declarou que, embora concorde com a necessidade de regulamentação ou encerramento das atividades das casas de apostas, discorda frontalmente da metodologia adotada pelo Planalto.

Para o postulante ao cargo máximo do Executivo, a medida carece de um plano de transição para os setores econômicos impactados pela proibição. Ele ainda expressou ceticismo quanto à eficácia da Medida Provisória assinada por Lula na última sexta-feira (25), prevendo que o texto perderá validade no Legislativo devido à influência que as empresas do setor exercem sobre parlamentares.

Questionamento jurídico sobre o Bolsa Família

O reajuste do Bolsa Família, oficializado por decreto no último dia 17, também foi alvo de críticas severas. A alteração elevou o benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691, um aumento de aproximadamente 15%. Enquanto o governo justifica o reajuste como uma recomposição inflacionária acumulada desde 2023, Renan Santos enxerga um caráter eleitoreiro na decisão.

Em resposta ao anúncio, a campanha do candidato acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O pedido protocolado busca a suspensão imediata do reajuste, sob o argumento de que a implementação da medida tão próxima ao primeiro turno do pleito configura um desequilíbrio na disputa eleitoral e uma tentativa de interferência direta na escolha dos eleitores.

Fonte: bnews.com.br


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