A recente desistência de Ricardo Salles (Novo) da disputa por uma vaga ao Senado Federal em São Paulo gerou uma onda de especulações sobre os próximos passos do ex-ministro do Meio Ambiente. O movimento, articulado em conjunto com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), reacendeu o debate sobre o reposicionamento do político no xadrez eleitoral paulista e nacional.
Projeções para a prefeitura e o governo estadual
Mesmo antes de oficializar sua saída do pleito atual, Ricardo Salles já sinalizava a interlocutores o desejo de disputar a Prefeitura de São Paulo em 2028. A data marca o fim do segundo mandato do atual prefeito, Ricardo Nunes (MDB), que estará impedido de concorrer à reeleição. Contudo, a relação entre Salles e Nunes é marcada por distanciamento desde 2024, quando o PL optou por apoiar a candidatura do atual prefeito em detrimento do deputado do Novo.
Além do cenário municipal, o ex-ministro também avaliava a possibilidade de pleitear o Governo de São Paulo em 2030. O projeto, segundo aliados, poderia colocá-lo em uma disputa direta contra Ricardo Nunes, que mantém a intenção de buscar o Palácio dos Bandeirantes ao término de seu ciclo na capital. A viabilidade dessas pretensões depende agora da manutenção da aliança com o grupo de Tarcísio de Freitas.
Bastidores da negociação e cargos no executivo
A decisão de retirar a candidatura, anunciada em 28 de setembro de 2026, surpreendeu parte do círculo próximo ao deputado. Relatos indicam que Ricardo Salles foi convocado para uma reunião com o governador na manhã do anúncio, após receber um chamado no final da tarde do dia anterior. O gesto de Tarcísio de Freitas foi classificado publicamente como uma demonstração de grandeza política.
Nos bastidores, comenta-se que a desistência pode abrir portas para a ocupação de cargos estratégicos. Entre as possibilidades ventiladas por aliados estão:
- Indicação para uma secretaria de relevância no governo estadual.
- Distribuição de pastas menores para o partido Novo.
- Possível nomeação ministerial em um eventual governo liderado por Flávio Bolsonaro (PL).
A estratégia, segundo fontes ligadas ao Palácio dos Bandeirantes, visa consolidar o apoio do grupo político de Salles para os próximos ciclos eleitorais. Para mais detalhes sobre a movimentação política, consulte a coluna do Metrópoles.
Fonte: metropoles.com
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