Carlos Roberto Ferreira Lopes, presidente da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), foi detido pela Polícia Federal (PF) na última quarta-feira (12/8). A prisão ocorreu no âmbito da Operação Sem Desconto, que investiga irregularidades em descontos realizados indevidamente em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) destinados a aposentados e pensionistas.
Documentação e declaração de etnia
Durante o desenrolar das investigações, veio a público um documento oficial emitido por um representante da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). O registro indica que Carlos Roberto se autodeclara indígena da etnia Tapuia. Segundo o texto, ele residiria no território indígena Caramuru Catarina Paraguaçu, localizado no município de Pau Brasil, na Bahia.
O documento da Funai detalha que o dirigente vivia na aldeia em regime de economia familiar ao lado de seus parentes. A declaração reforça que, sob essa condição, ele recebia assistência direta da fundação estatal voltada à proteção dos povos originários.
Histórico de investigações e depoimentos
O dirigente estava na condição de foragido desde novembro de 2025, apresentando-se à Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal apenas na noite de quarta-feira (12/8). Sua trajetória recente inclui um depoimento conturbado perante a CPMI do INSS, ocorrido em setembro de 2025.
Na ocasião, Carlos Roberto negou qualquer envolvimento com fraudes e afirmou desconhecer o funcionamento de operações conduzidas por terceiros ou empresas vinculadas à Conafer. Contudo, o depoimento foi interrompido por uma prisão em flagrante durante a madrugada, motivada pela suspeita de falso testemunho. Naquela oportunidade, ele foi liberado após o pagamento de fiança.
Fonte: metropoles.com
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