O presidente do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), Manoel de Andrade, comparou a situação do Banco de Brasília (BRB) à de uma pessoa que, antes saudável, agora se encontra internada em uma unidade de terapia intensiva. Ele afirmou que o banco, que tinha uma "saúde de ferro", agora enfrenta um quadro grave, comparando a situação a doenças como tuberculose ou pneumonia. Andrade também insinuou que a gestão anterior pode ter inflacionado os números do banco para beneficiar interesses pessoais.
Atualmente, o TCDF possui dez processos relacionados ao BRB, a maioria deles sob sigilo. O principal caso em análise é a tentativa frustrada de aquisição do Banco Master, de Daniel Vorcaro, que está sob a relatoria da conselheira Anilcéia Machado. Ela também é responsável por uma representação apresentada em fevereiro pelo Sindicato dos Bancários de Brasília, que questiona atos do ex-presidente do banco, Paulo Henrique Costa. Costa foi preso no mês passado sob a acusação de receber propina do Banco Master.
Na última sexta-feira, 8, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, autorizou a transferência de Costa do Complexo Penitenciário da Papuda para o 19º Batalhão de Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. Essa mudança indica que as negociações para uma possível delação premiada estão avançando.
O BRB enfrenta sérios problemas de capital e liquidez devido a operações fraudulentas envolvendo o Banco Master. Para tentar superar a crise, o banco planeja solicitar um empréstimo de R$ 6,6 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC). No entanto, essa solicitação encontra obstáculos, pois o Governo do Distrito Federal, acionista majoritário do BRB, não apresenta as garantias necessárias. No final do mês passado, a governadora do DF, Celina Leão, do Partido Progressista, solicitou apoio ao governo Lula para tentar liberar os recursos.
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