A próxima terça-feira (15) pode marcar um dos capítulos mais delicados da crise no Supremo Tribunal Federal (STF). Na pauta do plenário está o pedido de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, e a forma como a análise será conduzida gerou uma disputa interna nos bastidores da Corte. Segundo o jornalista Gustavo Uribe, da CNN Brasil, o presidente do tribunal, Edson Fachin, tem sido pressionado por uma ala favorável a Moraes a realizar a sessão de forma fechada.
O grupo argumenta que uma transmissão ao vivo pela TV Justiça poderia expor publicamente desavenças entre os ministros — em especial entre Moraes e André Mendonça — e intensificar a pressão popular sobre o tribunal. A avaliação interna é de que a exposição pública pode influenciar o posicionamento de ministros mais sensíveis ao clima externo. No entanto, Fachin ainda não definiu o formato e sinaliza que fechar a sessão pode transmitir uma imagem de falta de transparência institucional.
Divergências sobre a publicidade do julgamento
A discussão sobre a publicidade do julgamento também foi apontada pela colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, que destacou o debate nos bastidores sobre a transmissão e a definição de quais ministros poderão votar. O impasse envolve a participação de magistrados como o próprio André Mendonça e Dias Toffoli. Até o momento, não há confirmação oficial sobre a suspensão da transmissão pública do plenário.
Expectativas e possíveis desdobramentos no plenário
O placar no plenário permanece indefinido. A expectativa nos corredores da Corte é de que Dias Toffoli se declare impedido por ser citado em investigações ligadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Além disso, há apostas de que algum ministro possa pedir vista para adiar o desfecho do caso para depois das eleições.
Na véspera do julgamento, na próxima segunda-feira (14), Alexandre de Moraes planeja se pronunciar para rebater as suspeitas. O ministro pretende negar qualquer envolvimento pessoal com Vorcaro, buscando conter o desgaste político gerado pelas acusações que chegaram à mesa do tribunal.
Fonte: gazetabrasil.com.br
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