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Procon aplica multa milionária à Enel após apagões na capital

Procon aplica multa milionária à Enel após apagões na capital

O órgão de defesa do consumidor aplicou uma sanção financeira expressiva à concessionária responsável pelo fornecimento de energia elétrica na capital paulista e em municípios vizinhos. A medida decorre de falhas recorrentes e interrupções prolongadas no serviço essencial registradas ao longo do segundo semestre do ano.

A penalidade foi formalizada em publicações oficiais e repercutiu amplamente entre autoridades e moradores afetados pelas quedas generalizadas de eletricidade. O Procon fundamentou a decisão no descumprimento de normas que exigem continuidade e eficiência na prestação de serviços públicos essenciais à população.

Impactos severos e apagões na região metropolitana

As investigações e autuações do órgão fiscalizador concentraram-se em episódios críticos de tempestades que paralisaram partes expressivas da Grande São Paulo. Ventos fortes e quedas de galhos comprometeram subestações e redes de distribuição, gerando transtornos generalizados para milhões de cidadãos e comerciantes.

Entre os episódios destacados pelo processo estão desligamentos provocados por intempéries severas que deixaram centenas de milhares de residências sem luz. Hospitais, sistemas de transporte e o comércio local sofreram impactos diretos com a interrupção repentina do suprimento elétrico.

Prazos legais e opções de quitação

Diante da autuação, a concessionária dispõe de mecanismos previstos na legislação administrativa para apresentar sua defesa ou buscar a resolução do débito. Os prazos começam a contar a partir da notificação formal emitida pelo órgão competente.

  • Prazo de quinze dias para interposição de recursos administrativos.
  • Desconto de trinta por cento para pagamento antecipado em até trinta dias.
  • Renúncia expressa ao direito de contestação judicial em caso de acordo financeiro.

Posicionamento oficial da concessionária

Em nota distribuída à imprensa, a empresa manifestou discordância em relação à penalidade imposta e defendeu a eficácia de sua operação diante de eventos climáticos extremos. A companhia argumentou que o contingente de equipes de campo foi mobilizado rapidamente para mitigar os danos estruturais.

Segundo a distribuidora, a maior parte dos clientes afetados teve o serviço normalizado nas primeiras horas após os temporais. A defesa sustenta que os índices de tempo de atendimento apresentaram melhorias significativas em comparação a crises ocorridas em períodos anteriores.

Fonte: gazetabrasil.com.br


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