Tuca, nome artístico de Valeniza Zagni da Silva, é uma figura emblemática da música brasileira que, apesar de seu talento, foi marginalizada ao longo da história. Morta aos 33 anos, em 1978, devido a complicações de saúde relacionadas à gordofobia, sua obra agora ganha nova luz com o lançamento do livro Tuca – A cantora lésbica exilada da história, escrito por Renato Gonçalves.
O legado de Tuca na música brasileira
Tuca foi uma cantora, multi-instrumentista e arranjadora que deixou uma marca indelével na música brasileira. Lançou três álbuns, sendo Drácula, I love you (1974) o mais cultuado, e colaborou com grandes nomes como Nara Leão e Françoise Hardy. Sua trajetória, no entanto, foi marcada por desafios, especialmente em um período de repressão política e social.
Gordofobia e suas consequências
A gordofobia enfrentada por Tuca teve um impacto devastador em sua vida e carreira. A pressão para se encaixar em padrões estéticos levou-a a um regime severo que culminou em sua morte. O último capítulo do livro de Gonçalves, intitulado “A gordofobia que mata uma obra e uma artista”, destaca como essa pressão social contribuiu para o apagamento de sua figura na história da música.
Uma artista à margem
Após retornar ao Brasil na década de 1970, Tuca enfrentou dificuldades em obter reconhecimento. Apesar de suas contribuições significativas, ela atuou geralmente à margem do mercado musical. O fato de seu álbum Drácula, I love you ainda não estar disponível nas plataformas de streaming perpetua esse apagamento, tornando a redescoberta de sua obra ainda mais necessária.
O livro como ferramenta de resgate
O livro de Renato Gonçalves não apenas compila dados biográficos, mas também analisa a importância de Tuca como pioneira na construção de um discurso homoerótico na música brasileira. Suas canções, como “Girl” e “Sorvete”, são exemplos de como ela desafiou normas sociais e culturais, contribuindo para a diversidade na música.
Conclusão: a importância da memória
A obra de Tuca, embora esquecida por muitos, é uma parte vital da história da música brasileira e da luta contra a gordofobia. O lançamento de Tuca – A cantora lésbica exilada da história é um passo importante para reverter esse apagamento e celebrar a vida e a arte de uma artista que merece ser lembrada.
Fonte: g1.globo.com
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