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Pai de santo se defende de acusações de abusos e afirma que denúncias são forjadas

Pai de santo se defende de acusações de abusos e afirma que denúncias são forjadas

Luiz Nascimento dos Santos, conhecido como “Luiz Curador”, pai de santo do Terreiro de Oxóssi, negou as acusações de agressões contra seus fiéis. Em entrevista ao BNews, realizada na última sexta-feira (7), ele afirmou que as denúncias são fruto de uma perseguição orquestrada por Michel Damasceno Barreto, presidente da Federação de Umbanda e Cultos Afro da Região de Serrinha (Fucabase).

De acordo com Luiz Curador, as imagens que sustentam as acusações foram manipuladas. Ele já tomou medidas legais para buscar uma retratação e indenização. O conflito teria começado após sua recusa em assinar um documento que autorizava um alvará religioso a uma pessoa sem a devida iniciação e sem um terreiro estabelecido.

Reputação em risco: as alegações de Luiz Curador

Luiz Curador defendeu a integridade de seu terreiro, que opera há 39 anos, e destacou sua filiação à Fucabase. Ele alegou que, após a recusa em assinar o alvará, começou uma campanha de descredibilização contra ele. “Ele conseguiu pessoas para fazer montagens em vídeo e colocou nas redes sociais e em canais de televisão. A polícia veio aqui, fez diligências, tirou fotos e não comprovou nada”, afirmou.

Ação judicial e vídeos controversos

O pai de santo revelou que já entrou com uma ação no Ministério Público pedindo indenização e retratação. Ele mencionou que uma audiência ocorreu recentemente, mas os acusadores não compareceram. Luiz Curador também se defendeu das imagens que mostram pessoas sendo queimadas durante rituais, alegando que foram mal interpretadas.

Denúncias e reações da Fucabase

As acusações contra Luiz Curador ganharam repercussão após quatro ex-integrantes do Terreiro de Oxóssi relatarem queimaduras durante rituais. As vítimas afirmaram ter sido confinadas em quartos escuros e submetidas a práticas que consideraram abusivas. A Fucabase repudiou as ações atribuídas ao terreiro e afirmou que queimaduras não fazem parte das tradições de matriz africana.

Defesa das tradições afro-brasileiras

A Associação Brasileira de Preservação da Cultura Afro-Ameríndia (AFA) também se manifestou, afirmando que rituais com queimaduras não são reconhecidos pelas religiões de matriz africana. O presidente da AFA, Leonel Monteiro, orientou as supostas vítimas a procurarem os órgãos competentes. Filhos e filhas de santo do Terreiro de Oxóssi defenderam a inocência de Luiz Curador, classificando as acusações como infundadas e resultado de perseguição religiosa.

Enquanto a investigação prossegue pela Polícia Civil, Luiz Curador e seus apoiadores reafirmam seu compromisso com a verdade e a preservação das tradições religiosas. A situação permanece tensa, com a comunidade religiosa dividida e a busca por justiça em andamento.

Fonte: bnews.com.br


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