O candidato ao governo da Bahia e presidente estadual do PSOL, Ronaldo Mansur, apresentou suas diretrizes para a gestão da saúde pública durante entrevista ao Projeto Prisma, podcast do portal Bahia Notícias. O postulante ao Executivo estadual destacou a necessidade urgente de ampliar a infraestrutura hospitalar e reestruturar o quadro de pessoal da rede pública.
Plano de expansão hospitalar e infraestrutura
Durante a sabatina realizada nesta segunda-feira (14), Ronaldo Mansur enfatizou que a atual rede de atendimento é insuficiente para a demanda da população baiana. O candidato argumentou que o planejamento financeiro deve priorizar a construção de novas unidades regionais para descentralizar o acesso aos serviços de saúde.
Segundo o político, mesmo com a existência de unidades já instaladas, a meta deve ser ambiciosa para garantir a cobertura adequada em todo o território baiano. Ele ressaltou que a construção de hospitais deve ser acompanhada de um planejamento rigoroso para assegurar a sustentabilidade operacional das novas unidades.
Concursos públicos e valorização profissional
Um dos pontos centrais da proposta de Ronaldo Mansur é a realização de concursos públicos para o setor. O candidato apontou que o último certame relevante para a área ocorreu em 2008, o que, segundo ele, gera uma lacuna de quase duas décadas na renovação e estabilidade do corpo técnico do estado.
A proposta visa substituir a atual dependência de contratações temporárias por um quadro de servidores efetivos. O objetivo é fortalecer a continuidade do atendimento, permitindo que os pacientes sejam acompanhados pelos mesmos profissionais ao longo de seus tratamentos.
Crítica à pejotização no serviço público
O candidato também direcionou críticas ao modelo de contratação via pessoa jurídica, conhecido como pejotização, adotado para trabalhadores do setor de saúde. Para Ronaldo Mansur, essa modalidade é prejudicial tanto para o profissional quanto para a qualidade do serviço prestado à população.
Ele defende a retomada das contratações sob o regime da CLT como forma de garantir direitos trabalhistas e promover maior engajamento das equipes. O argumento central é que a estabilidade do vínculo empregatício é um fator determinante para a eficácia das políticas públicas de saúde a longo prazo.
Fonte: bahianoticias.com.br
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