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Sensor ultrafino sem bateria monitora coração com energia transmitida pelo corpo

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Sensor ultrafino sem bateria monitora coração com energia transmitida pelo corpo

Pesquisadores da Universidade Nacional de Seoul apresentaram em maio de 2026 um dispositivo ultrafino que monitora sinais cardíacos sem a necessidade de bateria. O estudo, publicado na revista Science Advances, descreve o sistema denominado "SkinECG", que utiliza a transferência de energia pelo corpo humano para alimentar sensores aplicados diretamente na pele. Essa inovação visa ampliar o monitoramento contínuo da saúde, eliminando a dependência de recargas ou baterias convencionais.

O dispositivo opera com dois componentes principais: um transmissor externo de energia e o sensor ultrafino que é aderido à pele. O transmissor emite energia eletromagnética de baixa potência, que é captada pelo adesivo eletrônico, permitindo que seus circuitos internos sejam alimentados. A tecnologia emprega uma técnica chamada "acoplamento ortogonal", na qual o campo elétrico responsável pela transmissão de energia e o sinal biológico medido pelo sensor operam em direções diferentes. Essa abordagem evita que a energia transmitida interfira na leitura dos sinais cardíacos.

Na prática, o corpo humano atua como um meio de condução entre o transmissor e o sensor. A energia percorre os tecidos até alcançar o SkinECG, onde pequenos circuitos convertem essa transmissão em eletricidade suficiente para o funcionamento do dispositivo. Após ser energizado, o SkinECG utiliza eletrodos em contato direto com a pele para captar os impulsos elétricos gerados pelos batimentos cardíacos, semelhante a um eletrocardiograma tradicional. Os dados coletados são processados pelo circuito integrado do sensor e enviados sem fio para dispositivos externos, como smartphones ou computadores.

O estudo ressalta que a separação entre o fluxo de energia e o sinal cardíaco foi crucial para manter a precisão das medições. Em sistemas convencionais de transmissão sem fio, o fornecimento de energia pode gerar ruídos elétricos que prejudicam a leitura. No caso do SkinECG, a arquitetura ortogonal minimiza essas interferências, permitindo um monitoramento contínuo mesmo durante os movimentos do usuário. Os pesquisadores destacam que um dos principais desafios dos sensores de saúde é a necessidade de recarga frequente ou substituição de baterias, o que pode limitar o uso contínuo em monitoramentos clínicos e no acompanhamento remoto de pacientes. Com essa nova abordagem, o SkinECG busca oferecer uma alternativa para a coleta de dados fisiológicos, com potencial para ser adaptado a outros tipos de sensores biomédicos que podem ser aplicados à pele.


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