A Suíça consolidou sua posição como o destino mais seguro para alocação de capital em 2026, alcançando 88,4 pontos em uma escala de 0 a 100. O resultado faz parte do Índice Global de Risco e Resiliência de Investimentos, desenvolvido pela consultoria Henley & Partners em parceria com a plataforma AlphaGeo, que avalia a estabilidade econômica, política e jurídica de diversas nações ao redor do globo.
Metodologia e critérios de resiliência econômica
O levantamento não se limita ao potencial de retorno financeiro, focando principalmente na capacidade de cada país em absorver choques externos e períodos de instabilidade. A metodologia integra indicadores de risco — como volatilidade cambial, inflação e exposição a eventos climáticos — com métricas de resiliência, que incluem inovação, qualidade da governança e solidez das contas públicas.
Segundo Parag Khanna, fundador e CEO da AlphaGeo, a resiliência é um ativo construído ao longo de décadas, enquanto a percepção de risco pode sofrer alterações rápidas diante de novos cenários geopolíticos. Já Christian H. Kaelin, presidente da Henley & Partners, destaca que a ausência de segurança absoluta em qualquer jurisdição tem levado investidores institucionais a priorizar estratégias de diversificação geográfica como forma de proteção de patrimônio.
Domínio europeu e o cenário das grandes potências
O ranking de 2026 evidencia uma forte concentração de estabilidade no continente europeu, que ocupa nove das dez primeiras posições. Singapura aparece como a única exceção entre os líderes, consolidando-se como um polo de segurança fora do eixo ocidental. O topo da lista é composto por:
- Suíça (88,4 pontos)
- Dinamarca (85,1 pontos)
- Noruega (83,5 pontos)
- Singapura (83,4 pontos)
- Suécia (83,2 pontos)
Entre as maiores economias do mundo, o desempenho é variado. O Canadá figura na 11ª posição, enquanto o Reino Unido ocupa o 19º lugar. Os Estados Unidos aparecem na 24ª colocação, seguidos pelo Japão em 27º. China e Itália figuram na 37ª e 36ª posições, respectivamente, refletindo os desafios estruturais enfrentados por essas nações na manutenção de seus índices de resiliência.
Posicionamento do Brasil no índice global
O Brasil não figura entre os 50 países mais bem classificados no levantamento. A ausência do país na lista reflete uma combinação de riscos e fatores de resiliência que, sob a ótica da metodologia aplicada, apresenta-se menos favorável do que a dos países listados. A análise utiliza dados compilados pelo professor Aswath Damodaran para o cálculo de prêmio de risco-país.
É importante ressaltar que o índice serve como uma referência macroeconômica e não deve ser interpretado como uma recomendação individual de investimento. A classificação avalia condições estruturais gerais, o que não exclui a existência de oportunidades específicas ou ativos rentáveis dentro de mercados que não ocupam as posições de topo no ranking de segurança.
Fonte: gazetabrasil.com.br
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