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Ex-lutador do UFC Tim Kennedy é atingido por tiros em emboscada que deixou 20 vítimas no Congo

Ex-lutador do UFC Tim Kennedy é atingido por tiros em emboscada que deixou 20 vítimas no Congo

O ex-lutador do UFC, Tim Kennedy, foi vítima de uma emboscada violenta na província de Kivu do Sul, no leste da República Democrática do Congo. O incidente, ocorrido em 17 de setembro, resultou em ferimentos graves para o norte-americano, que foi atingido por três tiros na perna durante a ação armada.

De acordo com informações reportadas pela agência Reuters, o ataque teve consequências devastadoras, deixando um saldo de aproximadamente 20 mortos e feridos. Atualmente, Kennedy encontra-se em território norte-americano, onde recebe cuidados médicos especializados no Centro Médico Militar Nacional Walter Reed, localizado nos arredores de Washington.

Operações militares e envolvimento de empresas privadas

A emboscada ocorreu em um contexto de alta tensão envolvendo forças associadas a Erik Prince, o fundador da empresa militar privada Blackwater. Entre as vítimas fatais do confronto, foram confirmados pelo menos sete cidadãos congoleses e um ex-integrante das Forças Especiais da Nova Zelândia, além de outro estrangeiro que também sofreu ferimentos.

A operação estava diretamente vinculada às atividades da Vectus Global, uma consultoria de segurança ligada a Prince. A empresa prestava serviços ao Exército congolês com o objetivo de reforçar a proteção da cidade de Uvira, uma região estratégica e sensível devido aos conflitos armados recorrentes.

Investigações sobre o ataque e a influência regional

Autoridades locais e fontes de segurança apontam para a possibilidade de que militares ruandeses tenham monitorado o grupo através de drones de vigilância antes de deflagrar o ataque. O governo de Ruanda, contudo, nega veementemente qualquer participação na emboscada ou envolvimento com grupos rebeldes na área.

A região de Kivu do Sul tem enfrentado uma escalada de violência desde o início de 2025. O avanço do grupo rebelde M23 sobre territórios ricos em recursos minerais, como ouro, tântalo e lítio, tem sido apontado pela ONU e por potências ocidentais como o principal motor da instabilidade que assola o leste congolês.

Fonte: bahianoticias.com.br


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