O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que está próximo de fechar um acordo nuclear com o Irã. Em uma publicação na Truth Social nesta sexta-feira (29), Trump informou que se reuniria na Sala de Situação da Casa Branca para tomar uma "decisão final" sobre o pacto. Para que um acordo seja firmado, Trump estabeleceu três condições inegociáveis ao regime iraniano: o Irã deve prometer nunca buscar uma bomba nuclear, entregar todo o seu urânio enriquecido e reabrir o Estreito de Ormuz.
Trump também anunciou a suspensão do "bloqueio naval incrível e sem precedentes" imposto ao Irã, permitindo que as tripulações de navios retidos retornem para suas famílias. Ele se dirigiu aos marinheiros, pedindo que cumprimentassem seus entes queridos em seu nome. Após o anúncio, os contratos futuros de petróleo caíram, com o barril do tipo Brent, referência global, sendo negociado a US$ 92.
O presidente afirmou que "varredores de minas subaquáticas" já destruíram várias minas navais na região e exigiu que o Irã remova ou detone quaisquer minas restantes. Trump também mencionou que a "poeira nuclear" do Irã, que estaria enterrada sob montanhas devido a bombardeios americanos, será desenterrada e eliminada por tropas americanas em coordenação com o regime iraniano e a Agência Internacional de Energia Atômica.
Nas últimas semanas, diplomatas dos Estados Unidos e do Irã têm se engajado em intensas negociações. O objetivo do memorando de entendimento é expandir o cessar-fogo atual por mais dois meses e reabrir imediatamente o Estreito de Ormuz, que é responsável pelo transporte de um quinto de todo o petróleo global. Um acordo final sobre as demandas nucleares de Trump deve ocorrer em uma data posterior. Trump ressaltou que "nenhum dinheiro será trocado até novo aviso", em resposta a informações do New York Times sobre um fundo de investimento de US$ 300 bilhões, após Teerã exigir reparações.
Teerã, por sua vez, exige que os Estados Unidos retirem suas forças da região e permitam que o regime controle o estreito em conjunto com Omã. Trump ameaçou bombardear Omã, um aliado dos EUA no Oriente Médio, caso o país colabore com o Irã para controlar o estreito. O Irã também busca impor taxas de trânsito sobre navios petroleiros apoiados pelos EUA em troca de passagem segura.
O vice-presidente JD Vance comentou que é "difícil dizer quando ou se" Trump aprovará a mais recente proposta de paz com o Irã, destacando que há um vai e vem em alguns pontos de linguagem. O mais recente surto de combates ocorreu menos de um dia antes, quando o Kuwait interceptou mísseis disparados do Irã, conforme relatado pelo Comando Central dos EUA.
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