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Trump diz que EUA não vão se precipitar por acordo com o Irã e elogia ritmo das negociações

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Trump ameaça Irã com “rearmamento mais poderoso do mundo” caso negociações fracassem

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou sua rede social Truth Social neste domingo (24) para solicitar calma nas negociações com o Irã. Sua declaração buscou amenizar as expectativas criadas por comentários anteriores do secretário de Estado, Marco Rubio, e enfatizou que os Estados Unidos não estão dispostos a assinar um acordo que considerem frágil. Trump afirmou que instruiu seus representantes a não apressarem a conclusão de um acordo, ressaltando que o tempo está a favor dos EUA.

Uma das principais estratégias de pressão adotadas por Washington é o bloqueio naval, que Trump deixou claro que só será suspenso após a formalização de um acordo. Ele afirmou que o bloqueio naval americano dos portos iranianos permanecerá em vigor até que um pacto seja devidamente certificado e assinado. A suspensão do bloqueio é uma das principais demandas do Irã, que enfrenta sérias dificuldades em seu comércio marítimo devido a essa medida.

O presidente também reiterou os termos que considera inegociáveis para os Estados Unidos, criticando o acordo nuclear de 2015 firmado durante o governo de Barack Obama. Trump estabeleceu que a condição inegociável é que o Irã não desenvolva nem adquira armas nucleares. Essa posição está alinhada com a de Israel, um aliado próximo dos EUA. Um alto funcionário israelense informou que Trump garantiu ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu que não assinará um acordo sem o desmantelamento completo do programa nuclear iraniano e a remoção de todo o urânio enriquecido do país.

Apesar de suas exigências, Trump também indicou uma possibilidade de reaproximação histórica, mencionando que a relação com o Irã está se tornando “mais profissional e produtiva”. Ele sugeriu que, no futuro, o Irã poderia integrar os Acordos de Abraham, que promovem a normalização diplomática com Israel. O presidente enfatizou que ambas as partes devem agir com cautela e precisão, sem cometer erros.

Entretanto, o caminho para um acordo ainda apresenta muitos obstáculos. A Agência de Notícias Associated Press (AP) informou que o acordo em discussão prevê a entrega de todo o urânio enriquecido pelo Irã em até 60 dias, com parte do material sendo diluído e o restante transferido para um terceiro país, possivelmente a Rússia. O governo iraniano, por sua vez, já rejeitou publicamente a limitação de seu programa nuclear, afirmando que possui um direito “inalienável” à tecnologia nuclear. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, advertiu que qualquer decisão final dependerá da aprovação do líder supremo, Mojtaba Khamenei.

As declarações de Trump ocorrem em um contexto diplomático complexo. O acordo em negociação visa, entre outros pontos, a reabertura gradual do Estreito de Ormuz, uma rota crucial pela qual transita cerca de um quinto do petróleo mundial. O fechamento dessa passagem gerou uma crise energética global. Apesar de um cessar-fogo estar em vigor desde 7 de abril, os dois países já trocaram tiros em algumas ocasiões desde então, mantendo a tensão. Líderes europeus, como a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, celebraram os avanços nas negociações e pediram que o momento diplomático seja aproveitado.


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