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UE e UEFA acusam FIFA de ceder a Trump e “cruzar linha vermelha” ao liberar Balogun

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UE e UEFA acusam FIFA de ceder a Trump e “cruzar linha vermelha” ao liberar Balogun
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O comissário europeu para o Esporte, Glen Micallef, declarou nesta segunda-feira que as decisões esportivas devem ser tomadas pelas instituições esportivas e não por políticos. A afirmação foi uma resposta à decisão da FIFA de suspender a punição automática de um jogo imposta ao atacante dos Estados Unidos, Folarin Balogun, que havia sido expulso na partida contra a Bósnia e Herzegovina. Micallef alertou que influenciar decisões esportivas comprometeria a autonomia do esporte, em uma publicação na rede social X.

A declaração de Micallef veio um dia após o comitê disciplinar da FIFA decidir suspender por um ano a aplicação da sanção automática de um jogo, permitindo que Balogun jogasse contra a Bélgica nesta segunda-feira, em Seattle. Fontes próximas ao caso informaram à agência AFP que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contatou o presidente da FIFA, Gianni Infantino, para solicitar a revisão da punição. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, também pediu publicamente a revogação do castigo.

A UEFA, que organiza o futebol europeu, criticou a decisão da FIFA, considerando-a um ato que ultrapassou limites. A confederação expressou incredulidade diante de uma medida que considerou sem precedentes e injustificável, ressaltando que o futebol deve ser baseado em regras que garantam uma competição justa e transparente. O ministro das Relações Exteriores da Bélgica, Maxime Prevot, também se manifestou, questionando se a ligação telefônica foi realmente a razão para a decisão da FIFA, o que, segundo ele, violaria as regras mais básicas do esporte.

O ex-presidente da FIFA, Sepp Blatter, criticou a gestão de Infantino, afirmando que cartões vermelhos não devem ser anulados por pressões políticas, mas sim por regras e evidências. Ele enfatizou que o futebol não deve se tornar um espaço para o poder político. O técnico da seleção belga, Rudi Garcia, expressou seu descontentamento em entrevista coletiva, ironizando a situação. O primeiro-ministro belga, Bart De Wever, não fez comentários diretos, mas sua equipe de comunicação compartilhou uma publicação satírica em uma conta de Instagram, utilizando a imagem de seu gato ao lado de um cartão vermelho.


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