A cantora e compositora Vanessa da Mata desembarca em Salvador neste sábado, 3, para apresentar o espetáculo baseado no álbum Todas Elas, lançado em 2025. O show, que acontece na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, marca um momento de celebração de sua trajetória artística, unindo composições inéditas a sucessos que consolidaram sua carreira ao longo de mais de duas décadas.
Com direção de Jorge Farjalla, a apresentação propõe um mergulho na identidade multifacetada da mulher contemporânea. O repertório equilibra a novidade do disco recente com faixas consagradas como Não Me Deixe Só, Ai, Ai, Ai… e Boa Sorte/Good Luck, criando uma ponte entre o passado e o presente da artista.
A construção criativa do álbum Todas Elas
O processo de criação de Todas Elas foi impulsionado por uma intensa carga criativa após a participação de Vanessa em um musical sobre Clara Nunes. A artista assumiu a produção musical do projeto, que foi estruturado em apenas quatro dias, refletindo um desejo de expandir suas referências sonoras para além de um único gênero.
O disco transita pelo reggae, R&B, jazz e pop, mantendo a essência da música brasileira. A execução dos arranjos contou com a colaboração direta dos músicos de sua banda, como Marcelo Costa, Maurício Pacheco e Rafael Rocha, resultando em uma sonoridade coletiva e orgânica que explora novas texturas musicais.
Colaborações e encontros musicais
O álbum reúne 11 faixas inéditas e conta com participações especiais que reforçam a diversidade do projeto. Entre os destaques estão as parcerias com Jota.pê na canção Troco tudo e com João Gomes em Demorou, onde a cantora explora o contraste entre timbres vocais distintos.
A dimensão internacional do trabalho é marcada pela colaboração com o músico norte-americano Robert Glasper. A faixa Um passeio com Robert Glasper pelo Brasil introduz elementos do jazz contemporâneo ao disco, consolidando a busca da artista por diálogos musicais que transcendem fronteiras geográficas.
Conexão afetiva com a capital baiana
Para Vanessa da Mata, o retorno a Salvador possui um peso emocional significativo. Nascida em Alto Garças, no Mato Grosso, a cantora relata que sua formação foi influenciada por uma avó baiana, o que torna a cidade um ponto de reencontro com suas próprias raízes e memórias afetivas.
A capital baiana também é lembrada pela artista como um dos primeiros locais onde o público demonstrou interesse profundo por sua obra completa, indo além dos hits radiofônicos. O show na Concha Acústica reafirma esse laço duradouro, celebrando a trajetória de uma artista que, conforme aponta o portal A TARDE, continua a transformar sua vivência em música.
Fonte: atarde.com.br
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