A percepção de insegurança atingiu um patamar crítico no país. De acordo com uma pesquisa recente realizada pela Quaest em parceria com a Pax, 79% dos brasileiros acreditam que a violência aumentou significativamente nos últimos dois anos. O levantamento destaca que o tema consolidou-se como a principal preocupação da população, superando questões econômicas e estruturais.
Crescimento da criminalidade e percepção pública
O estudo detalha que a sensação de agravamento não é apenas quantitativa. Entre os entrevistados que notaram uma piora no cenário, 73% afirmam que os crimes tornaram-se mais frequentes e, simultaneamente, mais violentos. Apenas 14% dos consultados restringem a percepção ao aumento no número de ocorrências, enquanto 12% focam especificamente na brutalidade das ações criminosas.
A análise por gênero revela nuances importantes na percepção de risco. O sentimento de aumento acentuado da criminalidade é compartilhado por 76% das mulheres, enquanto entre os homens esse índice é de 63%. Esses dados reforçam como a insegurança pública impacta de formas distintas diferentes grupos sociais no cotidiano.
Crítica ao sistema de punição e prioridades nacionais
Além da percepção sobre o aumento dos delitos, a pesquisa aponta um descontentamento com o sistema de justiça. Para 67% dos brasileiros, as punições aplicadas aos criminosos tornaram-se mais brandas nos últimos anos. Em contrapartida, apenas 22% da amostra acredita que houve um endurecimento ou aumento nas penalidades impostas pelo Estado.
Quando questionados sobre qual é o principal problema do país, a violência lidera o ranking com 28% das menções. A corrupção aparece na sequência, com 22%, seguida por economia (19%) e saúde (15%). Outros temas, como desemprego, educação e infraestrutura, aparecem com índices menores, evidenciando que a segurança pública é a prioridade máxima na agenda da população.
Metodologia e alcance do levantamento
Para chegar a esses resultados, a Quaest ouviu presencialmente 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais. As entrevistas foram realizadas entre os dias 12 e 15 de setembro. O estudo possui uma margem de erro estimada de dois pontos percentuais para mais ou para menos, mantendo um nível de confiança de 95% na precisão dos dados coletados.
Fonte: seliguebahia.com.br
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