Na contagem regressiva para o pleito que definirá o próximo governador da Bahia, o candidato ACM Neto (União) enfrenta um cenário de fragmentação interna. Embora ocupe o cargo de vice-presidente nacional da legenda desde junho de 2024, o ex-prefeito de Salvador viu parte de sua base original migrar para a candidatura de Jerônimo Rodrigues (PT), que atualmente consolida o apoio de 346 prefeitos em todo o estado.
Movimentações políticas e a perda de apoio no União Brasil
Um levantamento detalhado, realizado com base em publicações oficiais de gestores municipais, revela que nove dos 39 prefeitos eleitos pelo União Brasil decidiram apoiar a reeleição do atual governador. Entre esses gestores, quatro optaram pela troca de sigla, enquanto cinco, que haviam apoiado o vice-líder da legenda no pleito de 2022, mudaram de lado estrategicamente para o ciclo eleitoral de 2026.
A motivação central para essas mudanças, conforme declarações públicas dos prefeitos, reside na busca pela manutenção de uma relação administrativa fluida com o governo estadual. A expectativa de garantir maior arrecadação de investimentos para os municípios foi o principal motor das decisões. O fenômeno ganhou tração intensa ao longo de setembro, período que antecede a votação marcada para o próximo domingo (4).
Cenário regional e a migração de lideranças
No Litoral Sul, nomes como Magnolia Barreto (PSB), de Uruçuca, e Gel da Farmácia, de Buerarema, integram o grupo que declarou apoio a Jerônimo Rodrigues. O movimento se repete em outras regiões, como no Médio Rio de Contas e na Bacia do Rio Grande, com as adesões de Saulo, de Itagi, e Doutor Juvio, de Mansidão, respectivamente.
A transição de aliados históricos também atingiu o Extremo Sul e o Baixo Sul. O prefeito Marcelo Belitardo (PT), de Teixeira de Freitas, protagonizou uma mudança emblemática ao trocar o União Brasil pelo PT. No mesmo sentido, Hildécio Meireles (União), de Cairu, e Agamenon Coelho (União), de Araçás, também declararam alinhamento com a chapa petista, distanciando-se da estratégia de ACM Neto.
Para conferir mais detalhes sobre o panorama eleitoral, acesse o portal Bahia Notícias. A lista de ex-correligionários que deixaram o partido se completa com Everson (PSD), de Várzea do Poço, e Tonho de Zé de Agdônio (MDB), de Santa Maria da Vitória, que buscaram siglas de centro para viabilizar suas gestões.
Fonte: bahianoticias.com.br
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