O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), termômetro oficial da inflação no Brasil, registrou uma desaceleração para 0,07% em julho. O resultado, divulgado pelo IBGE nesta terça-feira (11), sucede a alta de 0,16% observada no mês anterior. No acumulado de 12 meses, o indicador atingiu 4,44%, mantendo-se abaixo do teto da meta estabelecida pelo Banco Central, que é de 4,50%.
Pressão do setor de habitação e energia elétrica
O grupo Habitação foi o principal responsável pela pressão inflacionária no período, apresentando variação de 0,99% e um impacto de 0,15 ponto percentual no índice geral. O item energia elétrica residencial foi o protagonista desse movimento, acelerando de 1,53% em junho para 3,09% em julho. Esse aumento isolado contribuiu com 0,13 ponto percentual para a inflação do mês.
A escalada nos custos da energia reflete reajustes tarifários em diversas regiões do país. Entre os destaques, uma das concessionárias de São Paulo aplicou um reajuste de 8,85% a partir de 4 de julho, enquanto em Porto Alegre, uma das operadoras elevou as tarifas em 14,89% desde 19 de junho. Adicionalmente, a vigência da bandeira tarifária amarela, que adiciona R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos, também pesou no orçamento das famílias.
Alimentos e combustíveis aliviam o índice
Em contrapartida, o grupo Alimentação e Bebidas apresentou um recuo de 0,67%, impulsionado principalmente pela queda nos preços dos itens consumidos no domicílio. O tomate liderou as reduções, com baixa de 29,09%, seguido pela batata-inglesa (-19,59%) e pela cenoura (-14,41%). O café moído também registrou queda de 2,45%, ajudando a conter a alta do índice.
O setor de Transportes também colaborou para o cenário de moderação, com variação de 0,05%. A queda generalizada nos preços dos combustíveis foi determinante para esse resultado: o etanol recuou 2,26%, a gasolina caiu 1,37%, o óleo diesel teve redução de 1,22% e o gás veicular registrou queda de 0,08%. Para mais detalhes sobre a metodologia, consulte o portal oficial do IBGE.
Dinâmica de consumo fora do domicílio
Embora a alimentação no lar tenha apresentado deflação, o custo da alimentação fora de casa seguiu trajetória oposta, acelerando de 0,15% em junho para 0,55% em julho. O preço dos lanches foi o fator de maior peso nessa categoria, saltando de uma variação de 0,13% para 0,76% no período. O grupo Saúde e Cuidados Pessoais também registrou alta de 0,40%, influenciado pelo aumento nos preços de artigos de higiene pessoal, como perfumes.
Fonte: gazetabrasil.com.br
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