O ministro André Mendonça, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), deu um passo importante no inquérito que investiga supostos repasses financeiros para a produção do documentário Dark Horse, obra que narra a trajetória política de Jair Bolsonaro. O magistrado determinou a realização de uma oitiva com o empresário Antonio Carlos Freixo Júnior antes de decidir sobre a homologação de seu acordo de delação premiada.
Oitiva de voluntariedade e rito processual
A audiência, agendada para a próxima terça-feira (8), tem como objetivo principal atestar a voluntariedade do depoente. O procedimento, comum em casos de colaboração com a justiça, busca confirmar que o empresário prestou as informações à Procuradoria-Geral da República (PGR) sem qualquer tipo de coação ou pressão externa.
Embora o inquérito esteja sob a relatoria de André Mendonça, a oitiva será conduzida por um juiz auxiliar vinculado ao seu gabinete. Esta etapa é fundamental para que o ministro possa avaliar, com base na espontaneidade dos relatos, se o acordo preenche os requisitos legais necessários para ser validado pelo tribunal.
Origem dos recursos e conexões políticas
O empresário Antonio Carlos Freixo Júnior é proprietário da Entre Investimentos e Participações. Segundo os termos da delação, a empresa teria sido utilizada como um canal para intermediar repasses financeiros de Daniel Vorcaro destinados ao filme sobre o ex-presidente. A investigação aponta que tais movimentações teriam sido realizadas após uma solicitação direta do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
As informações sobre o acordo de colaboração vieram a público inicialmente por meio da imprensa, com reportagens de O Globo e do portal Metrópoles. O caso segue sob sigilo parcial enquanto as diligências são executadas pelo STF, que busca esclarecer a legalidade e a origem dos valores empregados na produção audiovisual.
Fonte: seliguebahia.com.br
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