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Ligas esportivas dos EUA exigem banimento vitalício para apostadores que ameaçam atletas

Ligas esportivas dos EUA exigem banimento vitalício para apostadores que ameaçam atletas

As principais organizações esportivas dos Estados Unidos, em uma colaboração sem precedentes, uniram forças com os sindicatos de jogadores para solicitar a implementação de padrões rigorosos contra o assédio no setor de apostas. Em um memorando conjunto enviado a 35 autoridades estaduais de regulação, as entidades propõem medidas severas para proteger a integridade física e psicológica de atletas, treinadores e árbitros frente à crescente onda de intimidações.

Proposta de banimento vitalício contra ameaças

O cerne da solicitação é a imposição de banimentos vitalícios obrigatórios para qualquer indivíduo que utilize plataformas de apostas para emitir ameaças de violência. A medida visa estabelecer uma linha ética e criminal clara, tratando o assédio como uma violação inaceitável que coloca em risco a segurança dos profissionais do esporte e de seus familiares.

A iniciativa conta com a assinatura de gigantes como a NBA, NFL, NHL, MLB e MLS. Ao buscar uma regulamentação uniforme, as ligas esperam que os órgãos estaduais adotem protocolos rígidos que transcendam as políticas internas de cada operadora de apostas, garantindo uma resposta padronizada em todo o território nacional.

Histórico de incidentes e motivações

A pressão por mudanças ocorre após uma série de episódios graves registrados desde a decisão da Suprema Corte em 2018, que permitiu a expansão das apostas esportivas. Casos notórios, como o do apostador Benjamin “Parlay” Patz, que ameaçou atletas da MLB, evidenciaram a vulnerabilidade dos esportistas diante de apostadores insatisfeitos com resultados de partidas.

Além de ameaças diretas, atletas universitários também têm sido alvos frequentes de ataques em redes sociais. O ex-pivô Armando Bacot, por exemplo, tornou-se alvo de centenas de mensagens hostis após uma performance esportiva que não atendeu às expectativas financeiras de apostadores, ilustrando como o comportamento tóxico permeia diferentes níveis da competição.

Plataforma unificada de denúncias

Para viabilizar a fiscalização, as ligas sugerem a criação de uma plataforma de relatórios centralizada. O sistema permitiria que jogadores e sindicatos encaminhassem evidências verificadas de ameaças diretamente às autoridades reguladoras, agilizando a identificação e a punição dos responsáveis pelos abusos.

O setor de apostas, representado pela Sports Betting Alliance, manifestou apoio à iniciativa. Operadoras como DraftKings, FanDuel, Fanatics e bet365 reconhecem a necessidade de coibir o assédio para manter a legitimidade do mercado, reforçando que comportamentos abusivos não possuem espaço no ecossistema esportivo moderno.

Fonte: gazetabrasil.com.br


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