Para quem busca uma opção de entretenimento capaz de preencher as horas de um domingo, a minissérie Ares surge como uma alternativa instigante no catálogo da Netflix. Lançada originalmente em janeiro de 2020, a produção marcou um momento importante para a plataforma ao se tornar o primeiro projeto original desenvolvido na Holanda, embora tenha passado despercebida por grande parte do público na época de sua estreia.
Mistérios e rituais em uma sociedade secreta
A trama central acompanha Rosa, uma estudante de medicina que busca ascensão social e novas conexões no competitivo ambiente universitário de Amsterdã. Ao lado de seu amigo Jacob, ela recebe um convite para ingressar na Ares, uma sociedade estudantil exclusiva frequentada pela elite local. O que inicialmente parece ser uma porta de entrada para o poder e a influência, rapidamente se transforma em uma experiência perturbadora.
Conforme a protagonista se aprofunda na organização, a fachada de riqueza dá lugar a uma realidade sombria. A série explora rituais macabros e segredos que conectam a sociedade secreta a eventos obscuros do passado da Holanda. O suspense psicológico é o fio condutor que revela, gradualmente, que o preço para manter o status dentro da Ares envolve sacrifícios perigosos e uma estrutura de poder demoníaca.
Produção holandesa e atmosfera de suspense
A direção da série, assinada por Giancarlo Sanchez e Michiel ten Horn, utiliza a arquitetura e as locações de Amsterdã para construir uma estética visual carregada de mistério. A fotografia e a direção de arte trabalham em conjunto para reforçar o contraste entre o prestígio dos personagens e a violência oculta por trás de suas ações. O roteiro, desenvolvido por Winchester McFly, mantém o ritmo ao alternar entre o cotidiano acadêmico e o terror sobrenatural.
O elenco conta com nomes como Jade Olieberg, que interpreta Rosa, e Tobias Kersloot, no papel de Jacob. A produção, criada por Pieter Kuijpers e Sander van Meurs, insere-se em um movimento da plataforma de diversificar seu catálogo com produções internacionais de gênero, seguindo o sucesso de títulos como Dark.
Formato ideal para maratonas rápidas
Um dos maiores atrativos de Ares é a sua brevidade. Composta por apenas oito episódios, cada um com duração média de 30 minutos, a temporada completa pode ser assistida em pouco mais de três horas. Esse formato enxuto torna a obra uma escolha prática para quem deseja concluir uma narrativa completa em um único dia, sem o compromisso de séries extensas.
A estrutura episódica favorece o engajamento, permitindo que o espectador desvende as camadas da trama de forma dinâmica. Para aqueles que apreciam histórias sobre sociedades secretas, manipulação e elementos sobrenaturais, a minissérie oferece uma experiência densa e pouco explorada pelo grande público.
Fonte: atarde.com.br
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