O assessor presidencial argentino Santiago Caputo esteve na terça-feira à noite em Puerto Iguazu, de onde o senador Flávio Bolsonaro fugiu em um voo particular para os Estados Unidos. A informação foi divulgada pelo jornal El Clarín, detalhando o envolvimento de figuras centrais da política internacional no episódio.
A articulação do voo particular e o papel de Santiago Caputo
Investigado pelo Supremo Tribunal Federal, o filho de Jair Bolsonaro ignorou a ordem do ministro Alexandre de Moraes para entregar os passaportes e embarcou em um jato privado operado pela Baires Fly S.A.. A empresa tem ligações com investigações de lavagem de dinheiro no governo de Javier Milei.
Segundo o El Clarín, Santiago Caputo monitorou a operação desde o início. Empresas vinculadas à Embaixada dos Estados Unidos teriam contratado o transporte aéreo utilizado pelo senador brasileiro.
Mensagens enigmáticas e despiste na imprensa
Enquanto aliados tentavam localizar o paradeiro do parlamentar, o assessor de Milei publicou na rede social X uma imagem do filme O Grande Truque. A postagem ocorreu minutos antes da primeira manifestação oficial do governo argentino negando a entrada do brasileiro.
A aeronave decolou efetivamente na terça-feira à noite, com familiares a bordo por volta das 23h30. Integrantes do governo argentino apontaram Santiago Caputo como participante direto da inteligência que viabilizou a saída do senador.
Contexto de investigações e repercussão política
No domingo, após a derrota eleitoral para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Flávio Bolsonaro fez declarações contestando o pleito. No dia seguinte, alegou publicamente que entregaria seus passaportes à Polícia Federal.
Tramita no Supremo Tribunal Federal uma apuração envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz por suspeita de lavagem de dinheiro em transações com apostas esportivas e fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social.
Fonte: politicalivre.com.br
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