Revelação sobre credenciais de Bill Gates gera tensão no Senado
O ex-diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID), Anthony Fauci, demonstrou visível desconforto durante uma audiência realizada nesta quarta-feira (29) no Comitê de Segurança Interna e Assuntos Governamentais do Senado dos Estados Unidos. O clima no recinto atingiu um ponto crítico quando o senador Rand Paul, republicano pelo Kentucky, trouxe a público informações sobre o nível de acesso do bilionário Bill Gates a dados sensíveis do governo americano.
Segundo o parlamentar, Gates manteve uma autorização de segurança do tipo Q entre os anos de 2014 e 2021. Este nível de credenciamento, emitido pelo Departamento de Energia dos EUA, é considerado equivalente a uma autorização de acesso “Top Secret” do Departamento de Defesa. A revelação sugere que o envolvimento do empresário com a TerraPower, companhia voltada para a inovação nuclear, teria sido o motivador para a concessão da prerrogativa ainda durante a gestão de Barack Obama.
Postura defensiva e uso da Quinta Emenda
Ao longo da sessão, que focou nas origens da pandemia de Covid-19 e na gestão de Fauci, o ex-diretor do NIAID adotou uma estratégia jurídica cautelosa. Em mais de 100 ocasiões, o depoente invocou a Quinta Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que assegura o direito de não produzir provas contra si mesmo. A resposta padrão, repetida exaustivamente, foi: “Por orientação de meu advogado, recuso-me respeitosamente a responder com base em meus direitos sob a Quinta Emenda”.
Em sua fala inicial, Fauci rebateu as investidas de Rand Paul, classificando a insistência do senador como uma “obsessão descontrolada”. O cientista afirmou que o objetivo das convocações seria apenas forçar declarações que pudessem sustentar as promessas públicas de Paul de vê-lo “atrás das grades”.
Confronto entre defesa e comitê
O ambiente da audiência foi marcado por episódios de desordem. O advogado de Fauci, David Schertler, foi retirado fisicamente do local pela segurança após tentar intervir em nome de seu cliente sem autorização prévia. O senador Rand Paul foi enfático ao impedir a fala do defensor, reiterando que o depoimento deveria ser prestado exclusivamente pelo convocado.
Posteriormente, o senador Richard Blumenthal, democrata por Connecticut, leu uma nota oficial enviada por Schertler. No documento, a defesa acusou Paul de não conduzir um “esforço sério para buscar informações” e de utilizar a estrutura do comitê para construir uma marca política pessoal. O episódio reforça a polarização em torno das investigações sobre a atuação das autoridades de saúde durante a crise sanitária global.
Para mais detalhes sobre as investigações em curso no legislativo americano, consulte a cobertura oficial do Senado dos Estados Unidos.
Fonte: gazetabrasil.com.br
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