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IV Encontro de Carros Antigos de Euclides da Cunha: quando os carros são apenas o começo

Tem evento que você vai para ver alguma coisa.
E tem evento que você vai para viver o ambiente.

O IV Encontro de Carros Antigos de Euclides da Cunha, organizado pelo grupo Antigos do Cumbe, tem um pouco dos dois. Os carros, obviamente, são a grande atração. E não faltam motivos para parar diante deles, observar os detalhes, fotografar e conversar sobre modelos que carregam décadas de história.

Mas basta caminhar um pouco pelo evento para perceber que existe algo maior acontecendo.

Vídeo: Pedro Paixão

Neste ano, o encontro reuniu pessoas de mais de 60 cidades, transformando Euclides da Cunha em ponto de encontro para apaixonados por carros antigos de diferentes lugares. E uma novidade ajudou a tornar essa experiência ainda mais organizada: o check-in antecipado para os expositores, pensado justamente para facilitar a chegada e evitar aquela burocracia de última hora.

Só que organização e números são apenas parte da história.

Quem esteve lá viu famílias inteiras circulando pelo espaço, crianças brincando, pessoas tirando fotos, amigos colocando a conversa em dia, churrasco, barracas, música e muita gente simplesmente aproveitando o dia.

É um daqueles encontros em que o carro pode até ser o motivo inicial, mas não demora para deixar de ser o único motivo para estar ali.

Os carros funcionam como grandes ícones. Eles chamam atenção, despertam memória e aproximam pessoas que talvez nem se conhecessem. Ao redor deles se forma uma experiência coletiva: quem gosta de carros encontra quem gosta de carros; quem veio acompanhar a família acaba entrando na conversa; quem veio apenas olhar termina fotografando, conhecendo gente e querendo voltar.

E a programação ajuda a criar esse clima.

No sábado, teve DJ Silas, Banda RB, recepção com happy hour, premiação, VIM de Bike e Luniksom. No domingo, a programação continuou até o encerramento, com apresentação de To na Mídia.

E teve também um dos momentos mais animados da festa: o show do cover de Mamonas Assassinas, que colocou o público para cantar e deixou o encontro ainda mais descontraído.

Mas talvez a melhor imagem do evento não esteja no palco.

Está em uma criança olhando um carro antigo. Em alguém explicando para outra pessoa os detalhes de um modelo. Em uma família fazendo fotos. Em um grupo reunido em volta de um churrasco. Em pessoas que chegaram por causa dos carros e acabaram ficando pela experiência.

É isso que transforma uma exposição em encontro.

O IV Encontro de Carros Antigos de Euclides da Cunha mostra que preservar carros também pode ser uma forma de preservar encontros. De criar memórias. De colocar diferentes gerações no mesmo espaço e fazer com que todas tenham alguma coisa para compartilhar.

No fim, os carros continuam sendo a atração principal.

Mas quem dá vida ao evento são as pessoas.

E quando um encontro consegue reunir gente de mais de 60 cidades e, ao mesmo tempo, fazer uma criança brincar, uma família passar o dia junta e um apaixonado por carros encontrar outros apaixonados, talvez ele já tenha deixado de ser apenas um encontro de carros antigos.

Virou parte da vida da cidade.

PEDRO PAIXÃO

Fotos: Pedro Paixão


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