As eleições de 2026 prometem redesenhar o mapa político da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). Com 63 vagas em disputa, as legendas intensificam as movimentações nos bastidores, equilibrando a expectativa de crescimento com a necessidade de gerir disputas internas e o desempenho de adversários. O cenário atual reflete um esforço coletivo para consolidar bases e garantir representatividade no Legislativo estadual.
Projeções de força e o cenário da base governista
A Federação Brasil da Esperança, composta por PT, PCdoB e PV, projeta manter o protagonismo na Casa com uma bancada estimada em 18 deputados estaduais. Apesar da confiança, lideranças admitem que a competição interna entre parlamentares que buscam a reeleição e novos quadros será um desafio estratégico para a sigla.
No campo governista, o PSD e o Avante também se destacam como peças-chave. O PSD trabalha com a meta de eleger 11 deputados, enquanto o Avante, sob a liderança de Ronaldo Carletto, projeta alcançar oito cadeiras. Essas legendas buscam ampliar sua influência direta nas decisões do governo estadual através de uma bancada robusta.
Oposição e o papel da Federação União Progressista
A oposição aposta na Federação União Progressista para rivalizar com a base aliada ao governo. Com a força de lideranças já consolidadas, o bloco estima conquistar 11 cadeiras. O objetivo é reduzir a distância numérica em relação aos partidos governistas e fortalecer o contraponto político no parlamento baiano.
Outras siglas também buscam espaço relevante no tabuleiro eleitoral. O PL projeta cinco deputados, enquanto o Republicanos, impulsionado pela janela partidária, mira quatro vagas. A federação PSDB-Cidadania também trabalha com a meta de quatro parlamentares, enquanto a federação PSOL-Rede almeja duas cadeiras para ampliar a presença da esquerda independente.
Desafios, incertezas e o rigor da Justiça Eleitoral
O processo eleitoral não é isento de turbulências jurídicas. O caso do deputado estadual Binho Galinha (Avante), que teve sua candidatura indeferida por unanimidade pelo TRE-BA devido a processos judiciais, serve como exemplo da complexidade que envolve a formação das chapas. A Justiça Eleitoral mantém um monitoramento rigoroso sobre a elegibilidade dos nomes apresentados.
Enquanto partidos como o PSB tentam garantir ao menos uma cadeira, legendas como Novo, PCO e PRD não registraram candidatos. Com um total de 643 candidaturas registradas, a disputa real se concentra em um grupo seleto, onde nomes como a presidente da Casa, Ivana Bastos, e Samuel Júnior aparecem como referências de força política. O desfecho final dependerá da capacidade de cada sigla em converter suas projeções otimistas em votos efetivos nas urnas em 4 de outubro. Mais informações podem ser consultadas no portal DivulgaCandContas.
Fonte: bahianoticias.com.br
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