A Basílica Santuário de Nazaré, em Belém, celebrou nesta segunda-feira (24) a conclusão de um marco histórico para o patrimônio religioso da Amazônia. Após 33 meses de intervenções intensas, o templo de 117 anos finalizou o seu primeiro restauro integral, devolvendo à comunidade um espaço renovado que preserva suas características originais enquanto moderniza sua infraestrutura.
Metodologia de portas abertas e continuidade das celebrações
Um dos diferenciais mais notáveis deste projeto foi a adoção da metodologia de portas abertas. Durante quase todo o período de execução das obras, o santuário manteve suas atividades religiosas, permitindo que fiéis e visitantes acompanhassem de perto o trabalho de preservação. O templo precisou ser fechado ao público em apenas uma ocasião, por um período de uma semana, antes da entrega da primeira etapa.
A conclusão das obras foi oficializada durante a Missa do Mandato, cerimônia que marca o início das intensas festividades do Círio de Nazaré 2026. A manutenção da rotina litúrgica, mesmo sob intervenção, foi considerada um sucesso pela administração do santuário, garantindo que o fluxo de peregrinos não fosse interrompido.
Recuperação arquitetônica e modernização técnica
O projeto de restauração abrangeu uma série de melhorias estruturais e artísticas essenciais para a longevidade da edificação. As equipes focaram na recuperação detalhada de altares, capelas laterais, vitrais e pinturas decorativas, garantindo a fidelidade histórica do templo inaugurado em 1909.
Além dos elementos artísticos, o plano de obra incluiu:
- Reparos profundos em telhados, forros e sistemas de drenagem;
- Requalificação da Cripta, que agora integra um novo roteiro de visitação acessível;
- Instalação de um projeto de iluminação moderno e uma nova subestação elétrica.
Impacto socioeconômico e mão de obra local
A iniciativa não se restringiu apenas à preservação física, gerando também impactos socioeconômicos relevantes para a capital paraense. Desde 2023, o projeto envolveu cerca de 80 profissionais, sendo que 100% da mão de obra foi composta por trabalhadores locais. A coordenação do projeto destacou ainda a expressiva participação feminina em cargos técnicos de engenharia e restauração.
Viabilizada por meio da Lei Rouanet, a obra contou com o patrocínio do Instituto Cultural Vale, com a realização conjunta do Ministério da Cultura, Governo Federal e da Basílica Santuário. O esforço coletivo assegura que o templo permaneça como um dos principais pilares culturais e turísticos do Pará.
Fonte: g1.globo.com
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