Mesmo sob custódia preventiva e com o registro de candidatura negado pela Justiça Eleitoral, o deputado estadual Kléber Cristian Escolano de Almeida, amplamente conhecido como Binho Galinha (Avante), contabilizou mais de 23 mil votos no pleito realizado no dia 4 de outubro de 2026. O resultado coloca em evidência a complexidade jurídica de candidaturas que permanecem em disputa sob a condição sub judice.
O impasse jurídico do registro eleitoral
O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) havia indeferido o registro de candidatura do parlamentar à reeleição em 14 de setembro. A decisão foi mantida após a corte rejeitar um recurso apresentado pela defesa, que buscava reverter o impedimento para que ele pudesse concorrer à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA).
Apesar da negativa do tribunal, o sistema eleitoral permitiu que o candidato continuasse realizando atos de campanha enquanto o processo tramitava nas instâncias superiores. Essa brecha legal possibilitou que o nome de Binho Galinha permanecesse nas urnas durante o primeiro turno, resultando na expressiva votação registrada.
Operação El Patrón e condenação criminal
A situação política do deputado é agravada por um histórico processual severo. Binho Galinha encontra-se preso preventivamente desde outubro de 2025, sendo apontado pelas autoridades como o líder de uma organização criminosa voltada para a prática de lavagem de dinheiro, jogo do bicho e agiotagem.
As investigações, conduzidas no âmbito da Operação El Patrón, culminaram em uma condenação judicial proferida em julho de 2026, na qual o parlamentar recebeu uma pena superior a 36 anos de reclusão. A validade final dos votos computados a seu favor permanece dependente de uma decisão definitiva da Justiça Eleitoral, que deverá avaliar o impacto do indeferimento do registro sobre o quociente eleitoral.
Fonte: bahianoticias.com.br
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