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Lamber as patas em excesso pode ser sinal de alerta para a saúde do seu cão

Lamber as patas em excesso pode ser sinal de alerta para a saúde do seu cão

O hábito de lamber as patas de forma compulsiva é um comportamento que frequentemente preocupa tutores de cães. Embora possa parecer apenas um gesto de higiene, a repetição excessiva desse ato costuma ser um indicativo clínico importante, sinalizando desde condições dermatológicas até distúrbios emocionais que afetam o bem-estar do animal.

A veterinária Manuela Sena destaca que a observação precisa da localização do incômodo é fundamental para o diagnóstico. Identificar se o foco da lambedura está concentrado entre os dedos, nas almofadinhas ou em articulações específicas permite que o profissional de saúde animal diferencie processos alérgicos, quadros de dor crônica ou manifestações de estresse e ansiedade.

Identificação de causas físicas e emocionais

Quando o cão concentra a lambedura na parte superior das patas, o comportamento está frequentemente associado a quadros de ansiedade ou estresse elevado. Por outro lado, a coceira persistente localizada entre os dedos e nas almofadinhas é um sintoma clássico de processos alérgicos, que podem ser desencadeados por fatores ambientais ou alimentares.

Em casos onde o animal foca o comportamento em uma articulação específica, o tutor deve considerar a possibilidade de dor física. Condições como artrose ou ferimentos invisíveis, incluindo queimaduras causadas pelo contato com superfícies quentes como o asfalto, podem levar o pet a tentar aliviar o desconforto através da lambedura contínua.

Riscos da umidade constante e complicações

Um dos sinais mais visíveis de que o hábito se tornou um problema de saúde é a alteração na coloração dos pelos, que frequentemente apresentam tons avermelhados ou marrons devido ao acúmulo constante de saliva. Essa umidade persistente cria um ambiente propício para a proliferação de fungos e bactérias, facilitando o surgimento de infecções secundárias que agravam o quadro inicial.

É fundamental que os tutores evitem medidas paliativas, como o uso de cones de proteção ou a aplicação de broncas, que não resolvem a causa raiz do problema. O tratamento eficaz depende de uma avaliação veterinária criteriosa para tratar eventuais doenças físicas ou, em casos de origem comportamental, a implementação de técnicas de enriquecimento ambiental para reduzir a ansiedade do animal.

Para aprofundar o conhecimento sobre o comportamento canino e cuidados preventivos, consulte fontes especializadas como o portal É o bicho!, que oferece orientações sobre o manejo adequado e a saúde dos pets.

Fonte: metropoles.com


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