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Caiado critica programa Desenrola e classifica Lula como o grande agiota do Brasil

Caiado critica programa Desenrola e classifica Lula como o grande agiota do Brasil

O governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), teceu duras críticas à política econômica do governo federal durante uma sabatina realizada nesta terça-feira (25/8). O foco principal do questionamento do político foi o programa Desenrola Brasil, iniciativa voltada à renegociação de dívidas de cidadãos inadimplentes, que o gestor classificou como uma medida que, na prática, prejudica os consumidores brasileiros.

Críticas à condução do programa Desenrola

Durante a entrevista, Caiado não poupou adjetivos ao se referir ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ao ser questionado sobre suas propostas para combater o alto endividamento das famílias e das empresas, o governador afirmou que o atual mandatário se tornou o “grande agiota no Brasil”. Segundo o político, o programa de renegociação não oferece as soluções prometidas e mantém taxas de juros elevadas para a população.

O governador argumentou que o programa, em vez de auxiliar o cidadão, acaba por criar novas amarras financeiras. Ele destacou que, diante da impossibilidade de quitar débitos em instituições bancárias tradicionais, o governo federal estaria incentivando o uso de recursos que deveriam ser poupança do trabalhador para o pagamento de dívidas, o que ele interpretou como uma estratégia prejudicial ao patrimônio das famílias.

Uso do FGTS e o impacto no endividamento

Um dos pontos centrais da crítica de Caiado diz respeito à permissão para que os brasileiros utilizem parte do saldo do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) em operações de renegociação de dívidas. O governador sustenta que essa medida compromete a segurança financeira do trabalhador a longo prazo, ao drenar uma reserva que deveria servir como proteção em momentos de desemprego ou emergência.

A modalidade, que permite a amortização ou quitação de débitos através do fundo, é um dos pilares do Desenrola Brasil. Enquanto o governo federal defende que a estratégia é essencial para reduzir a inadimplência e permitir que milhões de brasileiros voltem a ter acesso ao crédito no mercado, opositores como Caiado enxergam a medida como uma transferência de risco que onera, em última instância, o próprio cidadão.

Contexto do programa federal

O Desenrola Brasil foi estruturado para atender pessoas com renda de até cinco salários mínimos, oferecendo condições como descontos que podem chegar a 90% e prazos de pagamento de até 48 meses. A iniciativa abrange dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal, com taxas de juros limitadas a 1,99% ao mês para as operações contempladas pelo programa.

Apesar da defesa do governo de que o programa é uma ferramenta de inclusão financeira, o debate político sobre a eficácia e os custos dessas medidas continua intenso. Para Caiado, a solução para o endividamento passa por uma revisão profunda das taxas de juros e das políticas de crédito vigentes, em vez de programas que, segundo sua visão, apenas postergam o problema do inadimplente.

Fonte: metropoles.com


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