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Camilla Batista aponta falta de vontade política na rede de proteção à mulher em Salvador

Camilla Batista aponta falta de vontade política na rede de proteção à mulher em Salvador

A destinação de recursos públicos voltados ao combate à violência contra a mulher enfrenta obstáculos estruturais que transcendem a esfera policial. Segundo a secretária estadual de Políticas para as Mulheres, Camilla Batista, a ausência de prioridade por parte dos gestores municipais é o principal entrave para a consolidação de uma rede de proteção eficiente e abrangente.

Em entrevista concedida ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, a gestora enfatizou que o enfrentamento à violência de gênero exige investimentos que vão muito além da segurança pública. Para a secretária, a falta de orçamento específico para programas sociais e de acolhimento reflete diretamente na vulnerabilidade das vítimas.

A lacuna da casa abrigo municipal na capital baiana

Durante a conversa, Camilla Batista destacou a ausência de uma Casa Abrigo municipal em Salvador como um exemplo crítico da falta de estrutura na rede de atendimento. A existência desses espaços é considerada fundamental para garantir o afastamento seguro de mulheres que se encontram em situação de risco iminente de morte.

A secretária argumentou que a responsabilidade pela proteção das cidadãs deve ser compartilhada entre os entes federativos, mas ressaltou que a omissão municipal sobrecarrega as estruturas estaduais. Sem o suporte local, o ciclo de violência tende a se perpetuar, dificultando a autonomia e a recuperação das vítimas.

Prioridade orçamentária e gestão pública

Ao ser questionada sobre os motivos que impedem a expansão dos serviços, a secretária foi enfática ao atribuir o cenário à falta de vontade política. Para ela, a alocação de verbas é uma escolha estratégica que demonstra o real compromisso de uma gestão com a pauta dos direitos das mulheres.

A crítica de Camilla Batista ressoa em um momento em que movimentos sociais cobram maior celeridade na implementação de políticas públicas de gênero. A secretária reforçou que, sem a devida prioridade no orçamento, as ações de prevenção tornam-se ineficazes diante da demanda crescente por acolhimento e assistência especializada.

Para acompanhar os desdobramentos das políticas de gênero no estado, é possível consultar as diretrizes oficiais no portal da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Bahia.

Fonte: bahianoticias.com.br


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