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Campanha de Flávio quer cautela em resposta à ação da PF contra líder de Lula

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Campanha de Flávio quer cautela em resposta à ação da PF contra líder de Lula
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A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) adota uma postura cautelosa em relação à operação da Polícia Federal realizada nesta quinta-feira (18) contra o líder do governo Lula (PT) no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). A estratégia é abordar o assunto de forma pontual, sem desviar a atenção do lançamento de propostas da pré-candidatura de Flávio à Presidência da República.

A equipe de Flávio acredita que não é viável apostar na eleição deste ano em meio ao caso Master, devido à instabilidade dos escândalos envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro. O grupo considera que, a longo prazo, a vitória sobre Lula dependerá da apresentação de propostas mais atrativas para a população.

Mais cedo, Flávio Bolsonaro utilizou suas redes sociais, incluindo o X (antigo Twitter) e o Instagram, para compartilhar reportagens sobre a operação contra Jaques Wagner. Ele comentou que "escândalo envolvendo o PT é como a incompetência do governo Lula: não tem como esconder". Durante um evento em São Paulo, onde lançou seu programa para a segurança pública, Flávio afirmou que "o PT da Bahia acaba de ser implodido" e destacou que a ação representa "um alento de que a impunidade vai ser combatida".

A crise do Master, que agora envolve Jaques Wagner, também afetou Flávio Bolsonaro em maio, quando foi revelado que o senador solicitou R$ 130 milhões a Vorcaro para financiar o filme "Dark Horse", dos quais cerca de R$ 61 milhões foram repassados. Após esse episódio, Flávio viu sua popularidade cair nas pesquisas. No entanto, a campanha considera que ele demonstrou resiliência e se firmou como o principal candidato da direita, já que não perdeu apoio significativo após a revelação de sua relação com o banqueiro.

A pesquisa Datafolha divulgada após a revelação mostrou que Flávio Bolsonaro recuou seis pontos no primeiro turno. No segundo turno, Lula recuperou vantagem, com 47% contra 43% de Flávio. No levantamento anterior, ambos estavam empatados com 45%. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Aliados de Flávio avaliam que a operação contra Jaques Wagner não será o foco da campanha, mas pode ajudar a equilibrar a disputa. Embora reconheçam que Lula não foi diretamente implicado, notam que a lista de aliados do petista envolvidos no escândalo aumentou. Os bolsonaristas lembram que Jaques é próximo a Lula, sendo um dos fundadores do PT e conhecido como "galego" pelo presidente.

A operação da PF cumpriu mandados de busca e apreensão no apartamento de Jaques Wagner, ex-governador da Bahia. As investigações indicam que o senador pode ter recebido valores do Banco Master por meio de uma empresa ligada à esposa de seu enteado, além de um apartamento avaliado em R$ 2,5 milhões. A apuração foi baseada na análise de material apreendido com Augusto Lima, ex-sócio do Master, e motivou a fase da Operação Compliance Zero desta quinta-feira. Lima também foi alvo de novas buscas.

Esta é a primeira vez que uma operação relacionada ao Master envolve pessoas próximas a Lula. Em fases anteriores, o senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil no governo Jair Bolsonaro (PL), também foi investigado.


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