A candidata a deputada federal pelo PL de São Paulo, Sophia Barclay, tornou-se alvo de questionamentos após divergências entre as informações declaradas à Justiça Eleitoral e os documentos apresentados. Embora o sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aponte que a postulante possui ensino superior completo, o histórico escolar entregue por ela comprova apenas a conclusão da 7ª série do ensino fundamental II, em 2014.
As informações foram extraídas da Consulta Pública Unificada do TSE, que centraliza os dados dos candidatos. O caso expõe uma inconsistência direta entre a qualificação acadêmica autodeclarada pela candidata e a documentação oficial que consta em seu processo de registro de candidatura.
Divergências na documentação e justificativa da campanha
Inicialmente, a assessoria de Sophia Barclay sustentou que todos os documentos necessários para comprovar o grau de instrução haviam sido devidamente entregues aos órgãos competentes. A postura mudou após a equipe de reportagem confrontar os representantes com o acesso ao histórico escolar que limita a formação da candidata ao ensino fundamental.
Diante da evidência, a assessoria admitiu que a candidata não possui curso superior. A justificativa apresentada foi de que a informação de que ela teria graduação completa no sistema do TSE tratou-se de um equívoco ocorrido durante o preenchimento do registro de candidatura. A equipe jurídica informou que providências seriam tomadas para a devida correção.
Status atual do registro eleitoral
Apesar da promessa de retificação por parte da campanha, o sistema do TSE permanecia, até o momento da publicação desta reportagem, com a informação de que a candidata possui ensino superior completo. Não houve, até o fechamento deste texto, o protocolo formal de alteração dos dados cadastrais junto à Justiça Eleitoral.
A situação gera um novo embaraço para a candidatura, que já enfrentava questionamentos públicos sobre sua trajetória e conduta. A transparência no preenchimento dos dados eleitorais é um requisito fundamental para a lisura do pleito e a confiança do eleitorado nas informações prestadas pelos concorrentes.
Contexto de polêmicas envolvendo benefícios sociais
A inconsistência acadêmica ocorre em um momento de exposição negativa para a candidata. Recentemente, uma apuração do Metrópoles revelou que Sophia Barclay era beneficiária do programa Bolsa Família desde 2018, mesmo sendo uma crítica pública de programas de assistência social.
Além do Bolsa Família, dados do Portal da Transparência indicam que ela também acessou o programa Gás do Povo. Estima-se que, entre 2016 e 2024, a candidata tenha recebido aproximadamente R$ 21 mil em auxílios governamentais, o que gerou críticas sobre a coerência entre seu discurso político e sua prática pessoal.
Fonte: metropoles.com
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