Os casos de hepatites na Bahia apresentaram variações significativas nos últimos anos. De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado, a hepatite B teve um crescimento moderado ao longo do período analisado. Os registros aumentaram de 588 casos, correspondendo a 3,9 por 100 mil habitantes em 2021, para 820 casos, ou 5,5 por 100 mil habitantes em 2025. Isso representa um aumento de aproximadamente 39,5% no número de casos e 41,0% na taxa de detecção.
Por outro lado, a hepatite C mostrou uma tendência consistente de aumento durante o mesmo intervalo. O número de casos subiu de 595, ou 4,0 por 100 mil habitantes em 2021, para 943, que equivale a 6,3 por 100 mil habitantes em 2025. Esse crescimento foi de cerca de 58,5% nos casos e 57,5% na taxa de detecção.
Em entrevista ao Bahia Notícias, a médica hematologista e coordenadora do Centro Estadual Especializado em Diagnóstico, Assistência e Pesquisa (Cedap) unidade fígado, Delvone Almeida, comentou que, de maneira geral, o cenário das hepatites virais na Bahia melhorou em comparação com décadas passadas. Ela destacou que, embora o panorama tenha diminuído significativamente em relação à hepatite B e C, ainda há registros de crescimento em algumas áreas.
Almeida mencionou que a Região Metropolitana e o Extremo Sul da Bahia têm apresentado um aumento nos casos. Ela ressaltou que a macrorregião leste e a capital continuam a concentrar a maioria dos casos, e que há um aumento notável no Extremo Sul. A médica também alertou para a existência de muitos casos não notificados, o que dificulta uma avaliação completa da situação.
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