A Clínica Ortopédica e Traumatológica (COT), localizada no bairro do Canela, em Salvador, atravessa um momento crítico em sua operação administrativa. A instituição é alvo de uma ação de despejo motivada pelo acúmulo de débitos que superam a marca de R$ 500 mil, abrangendo pendências relativas a aluguéis e impostos prediais.
Impactos financeiros e a situação do imóvel
O passivo financeiro da unidade teria gerado desdobramentos significativos para os proprietários do imóvel. Segundo informações apuradas, o não pagamento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) resultou na inclusão dos donos do prédio na Dívida Ativa do Município, além de complicações junto à Receita Federal.
A situação reflete um histórico de inadimplência que, segundo os proprietários, perdura por um longo período. A gestão da clínica, apesar das notificações judiciais e das tentativas de resolução, não teria conseguido regularizar os valores devidos, agravando o conflito jurídico entre as partes.
Tentativas de negociação e impasse jurídico
Representantes da família proprietária do imóvel relatam que diversas alternativas foram apresentadas à gestão da clínica ao longo dos anos. Entre as medidas adotadas para tentar evitar o desfecho judicial, destacam-se a concessão de descontos, o congelamento de reajustes contratuais e a flexibilização de prazos para o pagamento das parcelas atrasadas.
“Concedemos diversos descontos, congelamos reajustes, flexibilizamos prazos de pagamento e sempre comparecemos quando nos chamaram para conversar, porém eles nunca cumpriram nenhuma das promessas de pagamento dos aluguéis nem dos IPTUs”, afirmou um representante dos proprietários. A falha no cumprimento dos acordos teria motivado a decisão de buscar o despejo como última alternativa para cessar os prejuízos financeiros e os transtornos causados.
Manutenção das atividades hospitalares
Mesmo diante da pressão judicial e da dívida acumulada, a unidade de saúde segue operando normalmente no bairro do Canela. A clínica mantém o fluxo de atendimento aos pacientes e continua recebendo os repasses financeiros provenientes das operadoras de planos de saúde, conforme apurado pelo portal A TARDE.
O cenário atual coloca em xeque a continuidade da operação no endereço tradicional. Enquanto o processo de despejo tramita, a administração da COT enfrenta o desafio de conciliar a rotina de atendimentos ortopédicos e traumatológicos com a necessidade urgente de equacionar o passivo que ameaça a ocupação do imóvel.
Fonte: atarde.com.br
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